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Brasil

Lançado plano de vacinação contra a covid-19

Secretário afirmou que o Ministério da Saúde fechou, até o momento, acordos para a compra de dois tipos de vacina. Bolsonaro prometeu destinar R$ 20 bilhões

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Reprodução
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O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (16), o Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19. Autoridades mostraram intenções de compra de vacinas, e o presidente Jair Bolsonaro afirmou que devem ser destinados R$ 20 bilhões para  a compra de um imunizante.

O plano, no entanto, não é definitivo. Não houve um detalhamento do documento e nem se falou em datas concretas de compra de doses, tampouco de início de vacinação da população.

Abrindo a cerimônia, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, declarou que o Brasil fechou, até o momento, dois acordos de compra que devem dar ao país, ao todo, mais 350 milhões de doses da vacina. São eles:

  • 210,4 milhões de doses da vacina produzida pela AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz, sendo 100,4 milhões delas para serem entregues até julho de 2021, e mais 110 milhões entre agosto e dezembro de 2021;
  • 42,5 milhões de doses junto a Covax Facility.

Além dos acordos, há intenção de compra das vacinas Pfizer/BioNTech e Janssen:

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  • Pfizer/BioNTech: 70 milhões de doses, sendo 2 milhões de doses para o primeiro trimestre de 2021, 6,5 milhões no segundo trimestre de 2021, 32 milhões no terceiro trimestre de 2021 e 29,5 milhões no quarto trimestre;
  • Janssen: 38 milhões de doses, sendo 3 milhões de doses no segundo trimestre de 2021, 8 milhões no terceiro trimestre de 2021 e 27 milhões no quarto trimestre de 2021.

Medeiros declarou também que cada cidadão receberá duas doses da vacina em um intervalo de 15 dias.

O Ministério da Saúde também entrou em contato com o Instituto Butantan e as farmacêuticas Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya e Janssen a fim de saber preços, estimativa e cronograma de disponibilização de doses. O Butantan produz a Coronavac, vacina adquirida pelo Governo de São Paulo. O governador João Doria, que trava embates com Bolsonaro há meses sobre o tema, anunciou que a população do estado começará a ser vacinada no dia 25 de janeiro.

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Em seguida, o ministro Eduardo Pazuello tomou posse da fala. Pazuello demonstrou outros critérios que serão adotados para a vacinação e tentou tranquilizar a população. “Nós somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Pra que essa angústia? Nós somos a referência na América Latina e estamos trabalhando”, declarou.

Pazuello disse ainda que o governo federal tratará todos os estados de forma igualitária na distribuição das vacinas, que serão gratuitas e terão a prioridade do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós não podemos brincar com a saúde da população brasileira.”

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R$ 20 bilhões

Para encerrar a solenidade, o presidente Jair Bolsonaro discursou de forma branda, sem críticas e ataques a governadores. Bolsonaro declarou que o Ministério da Economia deve destinar R$ 20 bilhões para a compra de uma vacina.

“Aguardamos, sim, o desfecho de outras ações, como já tivemos aqui, patrocinadas pela equipe econômica através do nosso ministro Paulo Guedes, que, nos próximos dias, com toda certeza ainda nesta semana, 20 bilhões de reais para comprarmos a vacina daquela empresa que se encaixar nos critérios de segurança e efetividade da nossa Anvisa”, disse o presidente.

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