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Brasil

Ibama manda recolher todos agentes de combate a incêndios por falta de recursos

O documento foi encaminhado para todas as bases do órgão às 19h31 desta quarta-feira e atinge as bases que atuam em todas as regiões do País

Redação Jornal de Brasília

22/10/2020 8h18

A Brazilian Institute for the Environment and Renewable Natural Resources (IBAMA) fire brigade member attempts to control hot points during a fire at Tenharim Marmelos Indigenous Land, Amazonas state, Brazil, September 15, 2019. Picture taken September 15, 2019. Credito: Bruno Kelly/Reuters

O Ibama deu ordem para que todos agentes de combate a incêndios do órgão ambiental em campo no País voltem imediatamente para as suas bases, a partir da zero hora dessa quinta-feira (22). A ordem partiu da Diretoria de Proteção Ambiental, que opera o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais.

Em ofício, Ricardo Vianna Barreto, chefe do Centro Especializado Prevfogo, do Ibama, determina “o recolhimento de todas as Brigadas de Incêndio Florestal do IBAMA para as suas respectivas Bases de origem, a partir das 00:00H (zero hora) do dia 22 de outubro de 2020, onde deverão permanecer aguardando ordens para atuação operacional em campo”.

O documento foi encaminhado para todas as bases do órgão às 19h31 desta quarta-feira e atinge as bases que atuam em todas as regiões do País, incluindo o Pantanal e a Amazônia.

O Ibama encara uma queda de braços com o Ministério da Economia e alega que órgão tem segurado a execução financeira do orçamento do Ibama. No fim de agosto, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a informar que, por causa de bloqueios financeiros para o Ibama e Instituto Chico Mendes (ICMBio), seriam interrompidas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal nas duas regiões e também no restante do País.

A paralisação chegou a ser oficializada, mas poucas horas depois o governo voltou atrás. O vice-presidente Hamilton Mourão chegou a declarar que não havia nenhum bloqueio e que Salles tinha se precipitado. Procurado, o Ibama não se manifestou sobre o assunto até a publicação desta matéria.

Estadão Conteúdo

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