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Brasil

Fundo de empregados dos Correios espera reunir 10 mil investidores para comprar estatal

A ideia é formar um consórcio com outras empresas para chegar ao valor que será cobrado pela estatal

Catarina Lima

Publicado

em

Foto: Breno Esaki/Jornal de Brasília/ Cedoc
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Reunir 10 mil dos 100 mil empregados dos Correios em um fundo de investimentos que permita disputar a aquisição da empresa quando esta for posta à venda é o principal objetivo da Associação Brasileira de Prospecção de investimentos. Criada em 2018 por empregados dos Correios, a entidade tem o objetivo de buscar boas oportunidades de negócios. A associação é aberta a qualquer pessoa física. Quem quiser, pode participar. No entanto, não são admitidas pessoas jurídicas. A estimativa é que o fundo destinado à aquisição da estatal consiga captar R$ 1bilhão entre os associados.

Ricardo Valenza, um dos criadores da Associação, é funcionário dos Correios. “Se a empresa for mesmo vendida queremos tentar adquiri-la por meio deste fundo”, disse. A ideia de Valenza é que o fundo forme um consórcio com outras empresas que, segundo ele, podem trazer além de mais de recursos financeiros, a experiência do mercado na gestão de negócios. A gente quer participar, queremos ter potencial para a compra”, frisou.

No momento a Associação tem apenas 100 membros, mas Valenza explica que a ideia de adquirir os Correios é nova e que há potencial para chegar a 10 mil ou 15 mil associados. De acordo com o gestor do fundo, cada associado indicará o aporte a ser feito. Com relação aos empregados dos Correios, estes podem contribuir utilizando os seus passivos trabalhistas – valores a serem recebidos – como aporte.

Os Correios estão entre as nove privatizações prometidas pelo governo federal para 2021. Segundo a secretaria de Desestatização do ministério da Economia, a empresa apresenta um passivo de R$ 14 bilhões. Ainda não está definido se a empresa vai ser vendida na sua integralidade – todos os serviços hoje oferecidos – ou se será dívida. O governo garante apenas que a universalização do serviço será mantida.

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Uma das pautas do Congresso Nacional no próximo ano será discutir o marco legal do setor postal, que define novas regras para o serviço de entrega de cartas e encomendas no País. As duas casas legislativas também terão que discutir sobre o projeto de lei que acaba com o monopólio dos Correios sobre o serviço postal. O projeto que definirá o modelo de privatização da estatal segue em estudo na Casa Civil da Presidência da República. “Não está definido sequer o valor da empresa. Já se falou em R$ 5 bilhões, R$ 10 bilhões e até R$ 15 bilhões. Mas queremos estar preparados para participar deste processo”, frisou Ricardo Valenza.




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