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Focos de gafanhotos são monitorados no noroeste do Rio Grande do Sul

Amostras dos gafanhotos foram enviadas ao laboratório da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para determinar exatamente a quais espécies pertencem

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Paula Sperb
Porto Alegre, RS

Dois focos de gafanhotos foram identificados no noroeste do Rio Grande do Sul. Eles estão sendo monitorados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Os focos não são nuvens e, até o momento, não ameaçam as plantações, de acordo com o órgão.

Os focos de gafanhotos foram identificados em Santo Ângelo, a 346 km de Porto Alegre, e em São Valério do Sul, a 363 km da capital gaúcha. As duas cidades são próximas uma da outra.

Segundo o engenheiro agrônomo Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da secretaria, os gafanhotos não pertencem à espécie migratória que formou as nuvens de insetos na Argentina e que se aproximaram do estado em junho.

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Amostras dos gafanhotos foram enviadas ao laboratório da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para determinar exatamente a quais espécies pertencem.

“É uma situação até esperada para o momento em que estamos, sem chuvas e duas secas sucessivas. O gafanhoto se desenvolve melhor em clima quente e seco”, explica Felicetti.

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Segundo o engenheiro agrônomo, gafanhotos são controlados por inimigos naturais. “Porém, havendo desequilíbrio, ele pode se comportar como praga”, explica.

Fungos e moscas parasitas que atacam gafanhotos se desenvolvem mais em clima chuvoso. Além disso, alguns anfíbios e mamíferos são predadores de gafanhotos.

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Por causa do hábito alimentar, os gafanhotos estão principalmente em áreas de mata nativa e vegetação espontânea., segundo Felicetti.

Além dos focos no Rio Grande do Sul, foram identificados gafanhotos na província de Misiones, na Argentina, próximo da cidade gaúcha de Porto Xavier. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina, os gafanhotos não causaram prejuízos e se concentram principalmente nas copas de grandes árvores e na vegetação espontânea.

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Em julho, Rio Grande do Sul chegou a preparar um plano, com 400 aeronaves, para evitar a nuvem de gafanhotos migratórios, da espécie Schistocerca cancellata. A nuvem de 30 km² tinha potencial para causar um prejuízo de R$ 1 milhão por dia.

As informações são da Folhapress

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