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Covid-19: morre médico que se automedicou como cloroquina

A hidroxicloroquina tem, como um de seus efeitos colaterais, alterações cardiovasculares e Gilmar era hipertenso e diabético

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Imagem ilustrativa: AFP
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Nessa segunda-feira (20) o médico baiano Gilmar Calasans Lima, 55 anos, faleceu na emergência do Hospital da Costa do Cacau em Ilhéus, na Bahia, após se automedicar com cloroquina. Ele estava sendo tratado após ser infectado pelo novo coronavírus, segundo a Secretaria de Saúde da Bahia. 

Após um quadro de parada respiratória, o médico não resistiu. Ele teve acesso, por causa de seu cargo, à uma combinação de hidroxicloroquina e azitromicina sem a necessidade de prescrição médica. A hidroxicloroquina tem, como um de seus efeitos colaterais, alterações cardiovasculares e Gilmar era hipertenso e diabético. 

“É sabido que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem levar a arritmias cardíacas graves potencialmente fatais. Seu uso deve ser precedido de avaliação cardiológica e realização de eletrocardiograma”, declarou Fábio Vilas-Boas, secretário de Saúde.

A hidroxicloroquina é a versão menos tóxica da cloroquina e teve uso liberado pelo Governo da Bahia no último dia 8 exclusivamente para tratamento em ambiente hospitalar de pacientes com diagnóstico positivo para a covid-19 internados nas redes pública e privada do estado.

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