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Cerrado: o importante papel das prefeituras

Quem encabeça a criação das unidades de conservação e o diálogo com entidades e a própria sociedade são as Prefeituras

Olavo David Neto

Publicado

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Seriema(Cariama Cristata) em liberdade no Cerrado. Foto: Leopoldo Silva/ Instagram
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Em Palmas, Tocantins, o objetivo é que a preservação do Cerrado conviva com o desenvolvimento. A criação do Parque Natural Municipal Papagaio Galego, com mais de 18 hectares de área protegida, pretende cuidar dos pontos de Cerrado remanescentes na capital tocantinense.

Consultora para o projeto, a geógrafa Mara Moscoso contou ao Jornal de Brasília os pormenores da iniciativa.

“A ideia é preservar o meio ambiente urbano. Boa parte das áreas foi devastada por empreendimentos imobiliários, mas, dentro da cidade, ainda há o maciço de Cerrado conservado”, explica Moscoso.

A tomada de decisão dos governos municipais também anima a geógrafa. Para ela, essa é a saída diante de um cenário ruim para o ambientalismo a nível nacional. “Antes, só quem criava unidades de conservação eram organizações estaduais e federais”, comenta. “Desta forma, é o trabalho do local para o global. Se cada um tiver essas iniciativas, forma-se um cinturão de conservação”, crê.

E, a nível de conscientização, um parque aberto à população torna-se mais vigiado. “Com a sociedade, há uma vigilância social. Quem utilizar o parque se sente no dever de denunciar o que aconteça de errado por lá, como a caça”, aposta.

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E não é só após a instituição da unidade de conservação que os moradores da capital tocantinense podem contribuir para o Papagaio Galego. Idealizado em 2013, o projeto contou com a participação da sociedade, seja por consultas via audiências públicas, seja por meio de formulários virtuais – distribuídos já em meio à pandemia do novo coronavírus. “Abrimos formulário virtuais para saber o que a população pensa e quer para o parque”, comenta Moscoso.

A reação foi a melhor possível. “Recebemos mais de 150 respostas com ideias, que serão analisadas e, se viáveis, postas em prática”, comemora a geógrafa.

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Tanto no Oeste baiano quanto no centro político do Tocantins, quem encabeça – ao menos juridicamente – a criação das unidades de conservação e o diálogo com entidades e a própria sociedade são as Prefeituras. “Os prefeitos têm se atentado mais a essa questão, sim. Em Barreiras, entregaram três UCs em um mandato, e isso ajudou na reeleição do gestor.

Formosa do Rio Preto e Santa Rita também elegeram políticos com essa plataforma”, alegra-se Marcos Pinheiro, do IEB . Em Palmas, a atual prefeita – reeleita para mais um mandato – também recebeu elogios. “A Cinthia [Ribeiro] criou e ampliou uma grande infraestrutura verde na cidade”, frisa Mara.

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