Jorge Eduardo Antunes
Enviado especial
jorge.antunes@jornaldebrasilia.com.br
Atleta de corrida de aventura, dono de academia e saudável, Vinicius Zimbrão tinha 39 anos e o perfil totalmente contrário do paciente de câncer, já que 38% dos casos estão ligados à má alimentação e 32% ao tabagismo. Mas em 29 de setembro de 2014 ele recebeu a notícia de que estava com um câncer de testículos, em estágio inicial. Para derrotar a doença, além do diagnóstico rápido, ele contou com a atitude positiva desde o início.
Operado dois dias após o diagnóstico, Zimbrão iniciou a primeira de 21 sessões de quimioterapia apenas 20 dias após a cirurgia. E resolveu propor um desafio aos seus seguidores nas redes sociais: que treinassem por ele.
A postagem foi um sucesso e uma ferramenta de motivação. Em pouco tempo, até sedentários se integraram ao projeto. Isso deu a ele uma motivação extra para enfrentar a doença – desistir e desanimar estava fora de questão.
“Nunca me perguntei por que aconteceu comigo. Nem todos os momentos da vida são bons. Então, vamos aproveitar e curtir os momentos ruins, aprendendo com eles”, afirmou.
Aos poucos, ele retomou a rotina de treinamentos de ciclismo, uma de suas paixões, ainda durante a quimioterapia. Evitou, também, buscar informações em lugares pouco confiáveis.
“Descobri que cada câncer ocorre de um jeito. Diziam que a quimioterapia provocava vômitos. Eu li e fiquei esperando. Nada. Mas tive prisão de ventre. E ninguém relatava isso. Aí aprendi que o meu câncer era diferente, assim como os outros. E isso é importante: cada caso é singular”, avalia.
Dois anos depois, ele está curado. E seu caso serviu de motivação para a irmã, diagnosticada com câncer de mama logo após o fim da quimioterapia de Zimbrão. “A motivação foi fundamental para ela, que está agora na fase dos medicamentos. E é importante para todos nós”, concluiu.