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Aqueça-se nestes dias frios com um bom vinho!

As temperaturas baixaram bastante nestes últimos dias, a situação perfeita para explorar um bom vinho de inverno

Aqueça-se nestes dias frios com um bom vinho! Veja algumas dicas de vinhos para degustar no inverno

Desde tintos encorpados e reconfortantes, passando por brancos de inverno versáteis, e terminando com vinhos fortificados, como Porto.

Que tal se aquecer neste inverno degustando um bom vinho? Aqui estão 5 vinhos para beber e aconchegar nos dias mais frios.

Dai Terra Rossa Trulli Primitivo di Manduria DOP

Um ótimo exemplar desta variedade de uva tão amada pelos brasileiros. Agora é a momento para degustar um bom vinho Primitivo di Manduria.

Encorpado, com taninos aveludados e bem elegante. Com aromas marcantes de ameixa madura, frutas negras e chocolate, com notas defumadas e pimenta negra. Com 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês. É um vinho que me faz desejar uma lareira, mas também poderia ser uma fogueira, para me aconchegar enquanto o bebo. Para harmonizar costelinhas de cordeiro assadas na brasa é claro!

Manz Platônico

Vinho português, da região de Lisboa, das variedades de uva Touriga Nacional, Aragonez, Castelão e Syrah.

Com aromas intensos de frutos vermelhos maduros e notas florais. Vinho versátil, para dias de semana seria perfeito, em noites de cinema aconchegantes, saboreando queijos de sabor mais intenso e charcutaria, bem como carnes assadas.

Thera Madai 2020

Um ótimo vinho nacional, de Santa Catarina, para te aquecer nos dias frios. Elaborado com as castas Syrah, Merlot, Malbec e Cabernet Franc, este vinho estagiou em barricas por 12 meses, um vinho para acompanhar almoço ou jantar com a família toda reunida. Harmoniza bem com carnes com molhos suaves, carnes de caça, risotos de funghi e linguiças, polenta ou gnocci com ragu de carne.

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Errazuriz Aconcagua Costa Chardonnay 2019

Um ótimo exemplar de vinho branco de inverno, direto do Chile, 100% Chardonnay, com passagem por 10 meses em barricas de carvalho francês. Em boca é redondo, com uma cremosidade elegante, e ótima acidez, com aromas cítrico de limão, pêssego e baunilha. Acompanha bem os pratos com peixe e frutos do mar, mas também é uma ótima opção para carnes brancas, especialmente de porco.

Croft Tawny Fine Port

Claro que não poderia faltar um vinho do Porto nestes dias gelados. Nada melhor do que um cálice de Porto para esquentar o corpo e a alma.

Este vinho é um ótimo custo-benefício, principalmente para os iniciantes no vinho do Porto. Com aromas de figos e ameixas secas, realçados por um atrativo carácter de madeira e especiarias. Macio e redondo no paladar, cheio de sabores ricos e envolventes. Vai muito bem sozinho, mas também acompanha chocolate amargo e doces portugueses.

Tannat a famosa variedade de uva do Uruguay

A uva Tannat é originária do sudoeste da França, precisamente de Madiran, geralmente os vinhos, ali, elaborados com essa uva são mesclados com Cabernet Franc ou Cabernet Sauvignon.

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No entanto, esta casta encontrou no Uruguay sua morada. Quando neste país iniciou-se a produção de vinhos de qualidade, por volta dos anos 70, alguns enólogos começaram a estudar essa variedade e aprenderam a trabalhá-la de forma a elaborar grandes vinhos monovarietais, ou seja, feitos com apenas esta uva.

O modo tradicional de vinificar a Tannat era muito extrativo e gerava vinhos pesados, com muito tanino, de coloração profunda, encorpados e exigiam anos de guarda para alcançar o ponto ideal para bebê-los.

O estilo moderno de elaborar vinhos a partir desta casta, busca menos extração, com taninos mais leves, utiliza-se as barricas com moderação, valoriza-se mais a fruta, a acidez, o frescor, e está pronto mais cedo para o consumo.

Difícil desassociar a Tannat da Bodega Garzón, quem na minha opinião trabalha essa uva com maestria, no Uruguai. Caso você nunca tenha provado vinhos desta variedade, comece pelos vinhos da Garzón, inclusive o vinho mais básico e barato tem ótima qualidade.

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Semana passada pude participar de uma degustação com a embaixadora da Bodega Garzón, Ana Paula Oliveira @annasommeliere, na Rota do Vinho, wine bar e loja de vinhos, na 410 Sul. Os vinhos da uva Tannat estavam muito bons, e os brancos também são surpreendentes, especialmente o da casta Albariño.

Brasília está fermentando, para usar uma expressão do vinho, com muitas opções de legais. Aqui temos para todos os gostos e bolsos. Aproveitem e não deixem de provar coisas novas!

Dicas para quem está iniciando no mundo do vinho!

Antes de mais nada preciso alertá-la (o) que o mundo do vinho é um caminho sem volta! Você está preparado (a) para se apaixonar por esse mundo? A pergunta que mais recebo é “por onde começar?”.

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Você precisa começar provando vinhos com aromas mais frescos e básicos, que te tragam à memória lembranças de cheiros e sabores. Muitas vezes somos orientados de maneira equivocada ao começar a beber vinho. O brasileiro tem paladar doce, é uma população que consome muito doce e açúcar e por isso acaba buscando no vinho esse mesmo dulçor.

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Já ouvi muitas pessoas dizerem que começaram a beber vinho com Malbec ou Cabernet Sauvignon, que são castas que elaboram vinhos encorpados, com muito tanino, e por consequência adstringentes. Mas Cynthia o que é adstringência? Vou explicar de forma simples, sabe quando você come caju ou banana verde e sente a boca ressecar? Essa sensação é de adstringência.

No entanto, para você que está começando agora a provar essa bebida dos deuses, o mais indicado é tentar provar vinhos mais leves.

Quanto a variedade de uva, comece pelas mais palatáveis, elegantes, fáceis de beber e que tenham mais frescor. Algumas dicas de variedade de uvas tintas que elaboram vinhos tintos: Pinot Noir, Gamay, Nebiollo, Garnacha ou Grenache, Syrah e Merlot. No caso de castas brancas, que originam vinhos brancos: Savignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling, Alvarinho, Viognier.

De qual país ou região devo comprar o vinho? Comece pelos vinhos nacionais, chilenos, argentinos e uruguaios. Vinhos da América do Sul possuem ótimo custo-benefício, por conta da proximidade e impostos. Quando estiver pronto para os vinhos do velho mundo, os Portugueses são os melhores em custo-benefício. Depois quando puder investir um pouco mais siga com os franceses e italianos.
Também aconselho a começar com os vinhos que não tiveram passagem por barricas, assim, sentirá mais a fruta e o frescor. Com o passar do tempo seu paladar irá evoluir e neste momento estará na hora de provar vinhos com estágio em madeira.

Lembre-se que para formar seu paladar no vinho é preciso provar, se lançar nesse mundo cheio de opções. O vinho bom é aquele que te agrada e muitas vezes o que é bom para alguém pode não ser considerado bom para você.

Bom fim de semana e bons vinhos!








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