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Setembro Amarelo: se precisar, peça ajuda!

Setembro é mês da campanha “Setembro Amarelo”, que visa conscientizar sobre a prevenção da própria vida e de quem precisa de ajuda

Por Luana Tachiki 12/09/2023 2h33
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No último dia 10 de setembro, celebrou-se o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data que reforça ações voltadas ao cuidado com a saúde mental e às formas de identificar o problema. E no Brasil, setembro é mês da campanha “Setembro Amarelo”, iniciativa organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção da própria vida e ajudar a quem precisa. O lema deste ano é: “Se precisar, peça ajuda!”

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A campanha ressalta a importância de se quebrar o tabu acerca do assunto. É bem provável que você conheça alguém que convive com pensamentos suicidas, mas que tem receio de se abrir com alguém justamente pelo constrangimento de expor algo grave.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo, gratuitamente, pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 188 (24 horas e sem custo de ligação) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e e-mail.

O desejo de morrer pode surgir em muitos casos de transtornos mentais e emocionais, para os quais, nas últimas décadas, muito passou a ser investido em termos de conhecimento das enfermidades e alternativas diagnósticas e terapêuticas. O consenso é de que ações preventivas são sempre o melhor caminho, motivo pelo qual a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem investido em ações de promoção da saúde, incluindo a saúde mental.

Quando a vida fica difícil, repleta de situações aparentemente irreversíveis e tudo parece conspirar contra, os problemas se multiplicam, e enxergar uma saída fica cada vez menos provável. Tudo isso traz desânimo, tristeza, ansiedade e estresse. E conforme a pressão vai aumentando, as emoções podem levar você a acreditar que não existe solução para os seus problemas, e lidar com o emocional parece ser insuportável. Mas isso não é verdade. Sempre existe uma saída para os seus problemas, basta saber que é apenas uma fase e que ela vai passar.

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Durante esses momentos em que os pensamentos contra a própria vida surgirem, saiba que você não está sozinho, mesmo que se sinta assim. Mas essa sensação de que tudo está perdido é um forte indicativo de que algo não está bem com a sua saúde mental, por isso, a ajuda de psicólogos pode ser necessária. Não hesite em identificar que não está bem e procure ajuda imediatamente. Não se sinta constrangido por precisar de ajuda, todos na vida passam por momentos em que precisam de alguém.

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Atenção quanto à depressão. Vale a pena observar as mudanças de comportamento repentinas, pois podem ser indicativos de sintomas de um quadro mais grave. O diagnóstico precoce, o tratamento e o acompanhamento são essenciais.

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Caso possua plano de saúde, procure sua operadora e veja se ela oferece algum tipo de programa de acolhimento. Também é possível procurar apoio nos seguintes locais:

  • Centro de Atenção Psicossocial (Caps) das cidades em horários comerciais;
  • Psicólogos ou psiquiatras para consulta presencial ou remota;
  • Centro de Valorização da Vida (CVV), ligando para o número 188.

Pessoas com problemas relacionadas ao tema do texto de hoje estão mais próximas de nós do que podemos imaginar. Compreender que essas pessoas existem e precisam de ajuda já é uma grande atitude de prevenção. O que mais podemos fazer para ajudar?

  • Ambiente colaborativo: cultive um círculo saudável, proporcione mais afeto, brincadeiras, união. Esses gestos simples ajudam a afastar os maus pensamentos, a tristeza e a solidão;
  • Empatia: se colocar no lugar do outro e compreender o que o outro está passando. Pergunte: ‘Como vai você?’, ‘Precisa de ajuda?’. Envie uma mensagem de otimismo, como ‘Eu estava preocupado com você, se precisar, estou aqui.’;
  • Acolhimento: quando perceber que alguém precisa de ajuda, não se afaste e nem se omita. Lembre-se: palavra tem força, mas solidariedade, atenção e afeto tem muito mais;
  • Escuta ativa: quando um amigo parece mais chato é quando ele mais precisa de você, e escutar também ajuda — e muito. Faça sua parte!

Se você conhece alguém com indicativos suicidas ou se você é essa pessoa, não se cale, peça ajuda. A vida é preciosa, e todos precisam de ajuda profissional e qualificada para encontrar uma saída.

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