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Aprendizado interativo: a melhor maneira de aprender é dialogando

A comunicação durante o processo de aprendizagem é fundamental para maximizar um novo conhecimento

Por Luana Tachiki 09/05/2023 3h27
Foto: Katerina Holmes/Pexels

Acompanhe a leitura com o áudio a seguir:

Inicialmente, a metologia de ensino consistia em uma interação limitada entre aluno e professor. Com o passar do tempo e a ascenção tecnológica, tudo mudou, inclusive o jeito de ensinar.

O psiquiatra americano William Glasser apresentou um estudo quanto ao método de ensino na educação contemporânea. De acordo com a “Pirâmide de Aprendizagem” de Glasser, o professor passa a ser um guia para o aluno, promovendo ensino ativo através da interatividade. Glasser explica que não se deve trabalhar apenas com memorização, como na metologia de ensino inicial, pois os alunos esquecem facilmente os conceitos após a aula.

“A boa educação é aquela em que o professor pede para que seus alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o crescimento dos estudantes.”

William Glasser

Vide a “Pirâmide de Aprendizagem”, desenvolvida por Glasser, os estudos viabilizam o diálogo, questionamentos e debates, o que possibilita a aquisição de novos conhecimentos e, ao mesmo tempo, desenvolve o pensamento crítico.

Para reforçar um aprendizado ativo, é crucial reforçar o conhecimento adquirido com revisões para que aquela informação não se perca com o passar do tempo.

A teoria da “Curva do esquecimento”, do psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus, desenvolvida no século XIX pressupõe o declínio da retenção de memória com o tempo e é utilizada efetivamente em muitos métodos de ensino até hoje. A tese aponta que quanto mais o tempo passa, mais nos esquecemos do que foi estudado. Assim que terminamos de estudar algum assunto, retemos 100% das informações em nossa memória. No entanto, o cérebro não é capaz de manter todas as informações retidas e acaba se desfazendo de algumas delas ao longo do tempo.

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O cérebro funciona como um computador. Os arquivos que não estão sendo mais “visitados” acabam na lixeira, sendo descartados permanentemente tempos depois. Isso significa que quanto menos um conteúdo for visto, menos relevante ele será para o cérebro.

“…todos nós somos dotados de boa memória; ela só precisa ser trabalhada de forma adequada.”

Hermann Ebbinghaus

E como estimular a memória para que as novas informações não sejam descartadas com o passar do tempo? Em suma, para potencializar um novo conhecimento, devemos manter um método de aprendizagem ativo, no qual temos a chance de praticar e ensinar e, por fim, rever semanalmente e mensalmente o conteúdo absorvido. Só assim, a memorização ocorrerá por mais tempo.

E você, educador? Que tipo de metologia de ensino tem praticado mais? Leituras, áudios, prática?

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