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Sem Firula

Triste estatística

Até a noite de quarta-feira, em 25 participações brasileiras na pré Libertadores, apenas duas vezes nossos times tinham sido eliminados.
A primeira vez foi o Corinthians, diante do Tolima, da Colômbia, em 2011. Depois, o Timão engrenou e acabou campeão do mundo.
Em 2018, foi a vez da Chapecoense, eliminada pelo Nacional do Uruguai (o Vasco sofreu, mas passou pelo Jorge Wilsterman, da Bolívia).
Pois bem… A lista cresceu.
Com uma atuação abaixo da crítica (e não venham falar em nervosismo, por favor), o tricolor paulista não passou de um ridículo 0 a 0 diante do Talleres, da Argentina, e como perdera o jogo de ida por 2 a 0, acabou fora da Libertadores.
Não vou nem falar dos prejuízos financeiros da eliminação (numa primeira conta, falam em um rombo de R$ 22 milhões).
O que deve ser verificado é o que vem acontecendo lá pelos lados do Morumbi.
Há anos o time não ganha nada.
A administração, que já foi modelo, hoje é motivo de achincalhe.
Treinadores sem expressão se sucedem e nada acontece.
Sem falar na negociação de promessas antes que rendam resultados esportivos para o clube.
Repito: pior do que entrar na estatística de ser o terceiro brasileiro eliminado na pré Libertadores é saber que tudo anda mal, muito mal, no São Paulo.
E os torcedores, que não são bobos, com 15 do segundo tempo já gritavam o nome de Muricy, ex-treinador, e xingavam o presidente.

De emocionar
Quando o Vasco entrou em campo, quarta-feira à noite, para o jogo semifinal da Taça Guanabara, com a bandeira do Flamengo em sua camisa muita gente arrepiou.
Os mais enraivecidos, vascaínos e flamenguistas, não conseguiram enxergar o tamanho da atitude da equipe de São Januário.
É comum, em jogos de seleções, camisas “personalizadas”.
Na final da Copa do Mundo, por exemplo, as seleções costumam usar uniformes com a data da partida e as bandeiras dos participantes.
Foi uma bonita homenagem aos meninos que perderam suas vidas no incêndio do Ninho do Urubu.
Mais bonita ainda porque as camisas serão leiloadas e o dinheiro arrecadado vai ser doado para as vítimas das enchentes do Rio de Janeiro.
Mas… Se o Vasco tivesse perdido, qual teria sido a reação da galera vascaína?

Pode isso?
Num torneio mata-mata, com jogos em ida e volta, normalmente se classifica o time que marca mais pontos, certo?
Isso pode acontecer com duas vitórias – a forma mais fácil.
Resultados “invertidos” (vence lá e perde cá com vantagem no placar) ou dois empates (marcando mais gols fora) também garantem classificação.
Na Conmebol, porém, nem sempre isso é verdade.
Nesta segunda fase da Libertadores (na verdade, a pré-pré Libertadores), o Barcelona do Equador ganhou as duas partidas do Defensor, do Uruguai, e foi eliminado.
Sim! O colunista não está louco.
O time equatoriano vencera no Uruguai, mas como teria escalado um jogador irregularmente (ainda há discussão sobre o tema) acabou “derrotado” por determinação da entidade por 3 a 0.
No jogo de volta, no Equador, o Barcelona ganhou, de novo, mas acabou fora.
O triunfo, por 1 a 0, não foi suficiente para tirar a desvantagem inicial.
Ou seja, o Barcelona ganhou os dois jogos e foi eliminado.

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