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Sem Firula

Politicagem

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Não sou sócio do Corinthians.

Não sou sequer torcedor do Timão.

Neste sábado, porém, devo admitir que fiquei preocupado com o que vi no “mini ginásio do Parque São Jorge” (era assim que os divulgadores de informação de plantão se referiam ao espaço) logo após a divulgação da vitória de Andres Sanchez como novo (de novo) presidente do Sport Club Corinthians Paulista.

Cenas de pugilato, ofensas, arremessos de objetos e líquidos…

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E o recém-eleito (de novo) presidente tendo de ficar escondido, por 40 minutos, no banheiro feminino – só conseguiu sair de dentro do esconderijo cercado por seguranças e por integrantes da equipe de MMA do Corinthians.

Fiquei pensando… Como os tempos mudam.

Há menos de dez anos Andres Sanchez era o grande guia da Fiel.

Prometeu um estádio, grandes times, dinheiro a rodo, transformar o Corinthians no maior time de futebol do planeta em cinco anos, vender os “naming rights” (no popular, batizar) do estádio…

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Nada conseguiu.

Aliás, seu primeiro discurso, ou entrevista, após ser declarado vencedor foi até pé no chão em demasia.

O que será que mudou?

Na realidade, o que vimos no sábado à tarde no Corinthians era a crônica anunciada de um período pré-eleitoral carregado de problemas.

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Candidatos que num momento podiam ser candidatos e em outro não; candidatos que usaram nomes e expressões que em nada condizem com sua trajetória no esporte, no futebol e muito menos no Corinthians…

Discursos de ódio e intransigência.

Tinha de dar no que deu.

Não sei, sinceramente, se a situação política no Corinthians é menos ou mais grave do que podemos verificar, por exemplo, no Botafogo (onde a atual diretoria quer ver fora do clube o ex-presidente); no Vasco (onde a chapa vencedora na opinião do sócio rachou antes da eleição e acabou elegendo aquele que seria o vice como presidente); ou no Fluminense (onde, na semana que passou, um grupo de torcedores invadiu a reunião do Conselho Deliberativo exigindo a renúncia do presidente do clube).

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O que sei, com certeza absoluta, é que o Corinthians deverá viver alguns momentos de crise interna.

Só espero que novo (de novo) presidente não faço como seus parceiros políticos e saia por aí comprando os desafetos para poder governar.

O Corinthians (e, por extensão, o Brasil) não merece isso.

Indigência

Ainda na linha “do que vi e me provocou temor”, no sábado – só que à noite.

Três jogos pela última rodada do Grupo C da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca.

O Botafogo, líder até aquele momento, recebia o Madureira, lanterna do grupo, no Engenhão. Boavista e Portuguesa se enfrentando – o vencedor passaria à semifinal. Fluminense e Macaé num acanhado estádio na Baixada Fluminense, com o tricolor precisando vencer e torcendo por um empate na partida entre Boavista e Portuguesa para classificar-se.

E o que se viu? Nos primeiros 45 minutos das três partidas um show de horrores. Apenas uma chance de gol – somados os três jogos, repito.

Para resumir a história: saíram dois gols.

O Fluminense venceu, com um gol aos 43 do segundo tempo, mas não se classificou porque o Boavista derrotou a Portuguesa com um gol também no fim do jogo. E o Botafogo, que era o líder, até então, acabou em segundo lugar e agora irá enfrentar o Flamengo na semifinal.

Ah… O jogo do Fluminense teve menos de 600 pagantes. A soma das três partidas ficou longe dos dez mil espectadores.

Retrato fiel do futebol do Rio neste momento.


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