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Sem Firula

Obrigação

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Qual o seu palpite para logo mais? Eu, com sinceridade, cravo em 6 a 1 para o Brasil. Não, não estou sendo otimista. Pelo contrário. Este um golzinho que aponto para o Haiti demonstra o quanto não confio nesta seleção. E fazer seis gols nos haitianos, com sinceridade, não é complicado. Aposto que argentinos, uruguaios e chilenos talvez fizessem mais. Mas como este Brasil de Dunga é antes de mais nada preguiçoso…

Golear o Haiti, hoje, é obrigação. Não tem outra palavra: obrigação. Vencer, então, nem se fala. Sou capaz de apostar que jogadores haitianos pedirão autógrafos aos brasileiros antes de entrarem em campo. E se Neymar estivesse em campo… Aliás, a ausência de Neymar, não pelo seu futebol, talvez seja o maior problema da seleção brasileira atualmente. Antes da partida contra o Equador, alguns jogadores equatorianos chegaram a dizer que “enfrentar o Brasil não dá mais aquele medo de antes”. Isso é ruim, muito ruim.

A camisa amarela ainda pesa? Sem dúvida alguma. Veremos isso esta noite. Mas o Haiti não é nosso adversário nas eliminatórias. Nem é candidato a título algum no futebol internacional. Por isso a obrigação da goleada. Quando puder, a seleção brasileira precisa atropelar o rival. Mostrar que o futebol de Didi, Garrincha, Pelé, Rivelino, Zico, Sócrates, Falcão, Romário, Rivaldo não foi destruído. Pode estar esquecido, mas existe. O-bri-ga-ção. Assim se resume o duelo desta noite do Brasil contra o Haiti. Obrigação de golear. Fora isso, talvez seja até melhor ser logo eliminado e mandar Dunga embora.

Despojamento?

Quando estava escrevendo a coluna recebi a informação do início, em Londres, do leilão de objetos pertencentes a Pelé. Um leilão que deixa qualquer amante do futebol enlouquecido. Quem não gostaria de ter uma réplica da Jules Rimet, presenteada pela Fifa, que pertenceu ao maior jogador de todos os tempos? A previsão era de que fosse vendida por US$ 600 mil. Caro? Barato? E as medalhas de campeão do mundo, a US$ 70 mil cada? A bola do milésimo gol, por US$ 60 mil…

São mais de dois mil objetos, incluindo alguns que nada tem a ver com o universo do futebol, como boletins escolares. A lista é grande e interessante. O valor que se espera arrecadar, então, ainda maior: cerca de US$ 4 milhões. Isso mesmo, quase R$ 15 milhões. Parte do valor, não divulgado o percentual, Pelé promete doar para o hospital infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba, que há tempos Pelé já ajudou com a renda de medalhas de seus gols.

O rei do futebol afirma que faz tudo isso para ajudar os carentes. Não há como dizer que a afirmação é 100% verdadeira ou tenha um quê de demagogia. Como são inúmeras as histórias de grandes ídolos que nos surpreendem em dificuldades financeiras, fico imaginando o que acontece com alguém para desfazer-se de suas memórias. Eu, com sinceridade, não teria todo este despojamento, esta coragem.

08

Daqui a alguns dias abre-se a janela de contratações na Europa. E na China. Motivo de temor para vários clubes brasileiros. Quando a janela se fechar teremos um novo Brasileiro começando, estejam certos disso. Quem vai embora, quem vai ficar? As cenas dos próximos capítulos prometem ser tão instigantes quanto reveladoras.

Aproveitando a folga do Brasileiro neste meio de semana, o Fluminense, por exemplo, vê seu melhor jogador viajar à Itália para tirar um passaporte comunitário. Cascata. Tenho o mesmo documento e o providenciei no centro do Rio de Janeiro, no consulado italiano. Está mais do que claro que Gustavo Scarpa viajou para negociar seu contrato. Dizem que três times manifestaram interesse na sua contratação, a Roma, a Internazionale e o Milan.

O Santos também deverá sofrer. Muito. Como já está desfalcado por causa da seleção brasileira, talvez quando todos os outros começarem a remontar o time da Vila Belmiro já esteja alguns degraus acima. Mesmo assim, a janela promete desfalcar bastante a equipe de Dorival Junior. O mesmo se pode dizer do Corinthians.

E não estranhem esta movimentação do futebol chinês, demitindo aqui e ali. Quem decepcionou está indo embora. Abrindo vaga (e dinheiro) para novas contratações. Eles virão com apetite, de novo. A intenção é fortalecer o futebol por lá para tentar a Copa do Mundo de 2026. Só que a briga promete ser dura contra México e Estados Unidos.


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