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Sem Firula

Largada

No Rio de Janeiro, com o estádio de Conselheiro Galvão remodelado (e para apenas três mil felizardos), o Madureira receberá o Vasco.

Num Maracanã que talvez receba um público razoável por conta da quantidade de turistas que visitam a Cidade Maravilhosa, o Fluminense enfrentará o Volta Redonda – mas o prejuízo é certo.

Em São Paulo estrearão, neste sábado, Santos e São Paulo – para citar apenas os chamados “grandes”.

Duas incógnitas, com a equipe da Vila Belmiro ainda tentando se adaptar ao novo treinador e o com o tricolor exibindo suas novidades no elenco.

Os mineiros terão apenas o Cruzeiro para animar seu sábado.

E o colunista poderia continuar citando vários estaduais que terão jogos neste sábado.

Alguns começando, outros, como o Cearense, já chegando à quarta rodada.

O grande barato é que, mesmo desvalorizados, os estaduais sobrevivem.

Este ano receberão mais um golpe: com a desculpa de incrementar o chamado pay per view, a emissora que detém os direitos de transmissão da maioria deles deverá cortar, até as fases ditas decisivas, os jogos no meio da semana.
Azar de quem não pode comprar o pacote.

Mas…

Se os clubes souberem trabalhar, aproveitando o fato que os jogos de quarta e quinta começarão mais cedo (21h30), o público poderá ensaiar um retorno aos estádios. Apesar de toda a insegurança que caracteriza as nossas cidades.

Ela pode?

Imaginem que em uma equipe feminina de futebol (este ano os torneios femininos serão turbinados), treinada por um homem, o treinador responda que escala seu time de acordo com o tamanho dos seios das suas jogadoras.

Mesmo afirmando que é uma brincadeira, dezenas de reações contrárias surgiriam em instantes.

Dificilmente o brincalhão conseguiria permanecer no cargo, não é mesmo?

Pois bem…

Na Alemanha, uma treinadora de um time masculino da quinta divisão, afirmou que escolhe seus titulares pelo tamanho dos membros dos jogadores.

Isso mesmo.

A resposta foi a uma pergunta até natural, se ela dava algum sinal se estava entrando no vestiário para que os atletas se vestissem.

O mais curioso é que ninguém achou ofensiva a declaração.

Interessante é que a equipe ocupa o último lugar na competição…

Sem diplomacia

Os Emirados Árabes recebem, desde o dia 5, a Copa Asiática de Nações.

A região, como se sabe, enfrenta uma série de problemas políticos.

Nações que não mantêm relações muito cordiais com seus vizinhos, para ficar no politicamente correto.

No encerramento do grupo E, na primeira fase, a tabela previa o jogo entre Qatar e Arábia Saudita.

Os dois países não estão se falando.

Os capitães sequer se cumprimentaram. Nem aquele aperto de mãos tradicional aconteceu.

Os qataris venceram (2 a 0) e fecharam o grupo em primeiro lugar – os sauditas ficaram segundo e ambos se classificaram para o mata-mata, que começa neste domingo.

Lembrando que a próxima Copa do Mundo será no Qatar, em 2022.

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