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O Brasil está torto

Por Theófilo Silva 31/05/2022 7h08

Shakespeare diria que “Algum planeta funesto está reinando”, tal é o predomínio da desfaçatez, da mentira, da roubalheira, da perversidade, da loucura desenfreada e da barbárie que cercam o Brasil nesse momento. Aliás, isso está ocorrendo em alguns lugares do mundo. Mesmo com o arrefecimento da pandemia de Covid, graças à vacina, fazia tempo que não se via tanto horror entre nós. Mas o caso do Brasil, excetuando a guerra da Ucrânia, atacada pelo carniceiro russo, tem causado calafrios em todas as pessoas de bem. Assim, o Brasil “Está torto, e cabe a mim endireitá-lo”, diria Hamlet.

Começou o processo eleitoral no país. Temos um dos sistemas de votação informatizados mais perfeitos do mundo, já testado e aprovado há mais de duas décadas, e que tem funcionado perfeitamente em todas as eleições de lá para cá. No entanto, o capitão que ocupa a presidência da República, que tem governado o país de forma irresponsável e destrambelhada, resolveu atacar o sistema eleitoral e os Tribunais superiores, no intuito de fomentar o caos e tentar inverter a derrota iminente. Para isso, tem armado a população e agradado as polícias para tentar dar um golpe, imitando o seu modelo de governante, o ex-presidente dos EUA, o fanfarrão e caloteiro derrotado Donald Trump.

Jair Bolsonaro perde a eleição para Lula em todos os cenários eleitorais, segundo os institutos de pesquisa. Perde feio, e pior, perde no primeiro turno. O desespero bateu a sua porta. Assim, só lhe resta atacar às instituições e fomentar o ódio, se comportando como um vilão barato de histórias em quadrinhos, atirando para todos os lados, sabotando e aparelhando os órgãos da máquina estatal e derrubando quem atravessar o seu caminho. Conta, para esse comportamento, com o famigerado “Centrão”, a gang do poder legislativo que o apoia e o transformou em uma espécie de coadjuvante, já que ele e seus filhos são reféns dessa famigerada turma.

O Brasil segue aos empurrões e tropeços, com a inflação avançando e a fome campeando. Basta ver a quantidade de pedintes e moradores de rua em todas as cidades do país. A violência segue desenfreada. Temos o pior governo da história do país. Tudo isso fruto da tecnologia digital que deu vez e voz aos imbecis e perversos que trabalham na escuridão disseminando mentiras e aplicando golpes nas redes sociais, essa praga moderna. Bolsonaro se encontrou com Elon Musk – o sujeito que comprou o Twitter, homem mais rico da história da humanidade – dono de uma fortuna cinco vezes maior do que o PIB de Brasília.

Acreditem, não estou errado, ele tem esse dinheiro mesmo. Pode alguém acumular uma fortuna desse tamanho? Falo de Elon Musk porque ele representa, é uma espécie de ícone desse mundo sombrio que nos circunda. O bilionário quer saquear a Amazônia e Bolsonaro concorda com isso. Elon Musk é um Ernest Blofeld, o vilão da organização criminosa Spectre, que quer dominar o mundo, nos filmes de James Bond. Musk é um vilão de Ian Fleming.

Quando Shakespeare disse que “Um planeta funesto” estava dominando, ele estava repercutindo a crença na astrologia. Hoje não acreditamos mais nos astros. Mas eu diria que esse mundo virtual que possibilitou a existência de Bolsonaro e Musk, dois perversos, é fruto de forças sombrias oriundas do mundo virtual, o lado escuro do planeta. Não deixa de ser coisa astral. “O Horror, o horror, o horror” diria Joseph Conrad!

E dando sequência à fala de Hamlet, se o Brasil está torto, cabe a nós endireitá-lo! A eleição vem aí. Façamos isso!

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