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Quinto Ato

Vacina contra a corrupção, já!

“…se os grandes laboratórios conseguem produzir anticorpos para combater as doenças que matam seres humanos, será que eles não poderiam criar uma vacina que combatesse o vírus da corrupção? A corrupção como sabemos mata muito mais gente do que o Covid-19! Digo isso porque a corrupção é uma doença gravíssima que afeta a humanidade como um todo, mas em particular o Brasil”.

Theófilo Silva

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Vacina contra a corrupção, já!
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Não deixa de ser maravilhoso que a ciência, representada pelos grandes laboratórios, consiga produzir vacinas contra quase todas as doenças que assolam a humanidade. Foi assim com a Febre Amarela, Varíola, Sarampo, Meningite, Caxumba, Gripe, Rubéola, Catapora e muitas outras pragas que mataram milhões e milhões, talvez bilhões de pessoas ao longo dos séculos. Fato esse que permitiu que dobrássemos nossa expectativa de vida, saltando de 33 anos, no início do século XX, para 76 anos nos dias de hoje. Outra coisa, nossa estatura teve um acréscimo de algo em torno de 13cm.

Já estamos próximos de uma vacina para debelar a praga do Coronavírus, uma doença que está fazendo um enorme estrago no mundo. No máximo, em dois meses, início de 2021, teremos um antídoto. Na verdade, dezenas de vacinas de vários países e laboratórios diferentes, dando início à vacinação em massa para debelar essa peste cruel. Quando eu digo que é maravilhoso a criação de antivírus, é porque me pergunto: se os grandes laboratórios conseguem produzir anticorpos para combater as doenças que matam seres humanos, será que eles não poderiam criar uma vacina que combatesse o vírus da corrupção? A corrupção como sabemos mata muito mais gente do que o Covid-19! Digo isso porque a corrupção é uma doença gravíssima que afeta a humanidade como um todo, mas em particular o Brasil. Sabemos que existem muitas nações que são imunes ao Corruptus, o vírus da corrupção. Em quase todas as nações do mundo quem cura o vírus da corrupção é o poder judiciário, por intermédio da aplicação de um antivírus chamado Leis. No Brasil, esse tratamento não existe, pois há um acordo entre os poderes legislativo e judiciário aliados ao executivo para que a “vacina” não funcione. No caso, os juízes, principalmente os do andar superior, aplicadores da lei (a vacina), não a utilizam, permitindo, assim, que brasileiros continuem sendo roubados, sofrendo, morrendo de fome e de doenças, aos milhões.

Segundo a imprensa, de abril para cá, foram realizadas 52 operações da Polícia Federal, englobando 18 estados brasileiros, para prender envolvidos em desvios de dinheiro de combate a pandemia. Dinheiro de máscaras, respiradouros, medicamentos e hospitais de campanha foram desviados pelas quadrilhas compostas por governadores, parlamentares, secretários de saúde e vários outros agentes públicos e empresários. Até loja de vinhos “vendeu” insumos para a saúde. Essas ações resultaram em 132 prisões e 922 mandatos de busca e apreensão. Os principais estados onde ocorreram os maiores roubos foram: Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Roraima e Brasília O montante desviado chega a mais de 2 bilhões de reais. Acho até que esses sujeitos deveriam ser julgados como assassinos, já que o assalto matou diretamente dezenas de milhares de pessoas.

Sei que é quase impossível mudar a natureza humana. Somente o sofrimento intenso pode mudar o ego de seres perversos, alterar suas naturezas malditas. Em Shakespeare, o homem que melhor nos conheceu, temos o caso de Edmundo, em Rei Lear, que, depois de ter cometido crimes terríveis, e convencido disso, se arrepende na hora da morte. Ou seja, tarde demais. É difícil mudar os homens. Portanto, não seria maravilhoso se os laboratórios produzissem uma vacina, assim como estão criando a do Covid-19, que combatesse o vírus da corrupção – o Corruptus – que está incubado nos brasileiros, e assim impedi-los de roubar? Poderíamos começar pelos homens públicos. Uns cem mil deles. A vacinação começaria por Brasília, contemplando a Praça dos Três poderes e Esplanada dos Ministérios, depois seguiria para os estados, nas assembleias legislativas, câmaras municipais, tribunais e secretarias de estado. Depois vacinaríamos toda a população. Os poucos brasileiros honestos financiariam a vacina. Deixo aqui o desafio para os laboratórios Astrazeneca, Sinovac, Pfizer, Ely Lilly, Merck, Oxford e qualquer um que tope a parada.

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Precisamos de um novo Edward Jenner, o inventor da vacina. Senhores executivos, pensem nisso! Garanto que será uma revolução Vamos ao trabalho. “Alea jacta est”, a sorte está lançada! Chega de corrupção, vacina já!




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