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Quinto Ato

Brasil, um gigante aprisionado

Como o Hino nacional é sugestivo! Quantas coisas ele nos ensina sobre a nossa pátria. amada Brasil. Devemos conhecê-lo, exaltá-lo, cantá-lo e desvendá-lo porque ele realmente diz muitas coisas verdadeiras sobre o nosso país. Ele vai no âmago, na alma da nação

Theófilo Silva

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Brasil, um gigante aprisionado
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Como o Hino nacional é sugestivo! Quantas coisas ele nos ensina sobre a nossa pátria. amada Brasil. Devemos conhecê-lo, exaltá-lo, cantá-lo e desvendá-lo porque ele realmente diz muitas coisas verdadeiras sobre o nosso país. Ele vai no âmago, na alma da nação. Vejam que pérola, que premonição, que sacada do autor, Osório Duque Estrada, com esse brilhante verso, que é de uma crueza que exala verdade por todos os poros: “Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo”. Tomado por corruptos que saqueiam os cofres públicos, protegidos pelo poder Judiciário, perpetuando a miséria, “fulguras, ó Brasil”, ladrão da América… Perdão, saibam que o ladrão da América não é o povo, mas a elite, os saqueadores da riqueza pública que não deixam o gigante adormecido acordar e cumprir seu destino.

Até quando vamos ser conhecidos como o país do futuro? Um futuro que nunca chega. Já estamos cansados de ser ultrapassados, vencidos por nações bem mais jovens do que nós! Basta ver Coréia do Sul, Austrália, Canadá, Costa Rica e muitos outros com um padrão de vida realmente admirável. Citei essas nações, porque há quase um consenso no país quando se fala do nosso fracasso, pobreza, desigualdade e outras calamidades, a maioria dos brasileiros dizerem que “Somos um país muito jovem” e que, por isso não “chegamos lá”. Balela. Basta ver os exemplos citados. Canadá e Austrália não têm sequer duzentos anos de vida, enquanto nós já temos quinhentos.

Acho que foi o presidente dos EUA, John Kennedy, que comparou o Brasil a um elefante deitado na América e que, toda vez que ele se mexia, balançava os seus vizinhos, mexendo com a vida deles. O que Kennedy estava querendo dizer com esse comentário elogioso era da importância do Brasil na América latina e no continente como um todo, devido a seu tamanho. Essa observação do mítico presidente americano já tem sessenta anos. Infelizmente, sua arguta observação não está em vigor. Hoje, o Brasil está relegado ao desprezo e ao ostracismo devido a políticas e práticas nefastas que proíbem o país de cumprir um papel de destaque na ordem mundial. Viramos um gigantesco porco gordo que não consegue se mexer.

A pandemia – epidemia, peste, praga, Covid, Coronavírus – essa desgraça dos infernos escancarou as mazelas brasileiras. A fome está de volta. É notícia corrente na imprensa séria, que a fome voltou às grandes cidades. O número de pedintes nas ruas multiplicou-se por três. Essa é um dado que pode ser comprovado por qualquer um de nós ao contemplarmos nos sinais de trânsito, pessoas e até mesmo famílias, com os braços estendidos pedindo moedas e algo para comer. As queimadas no pantanal de Mato Grosso refletem o desprezo governamental pela política ambiental. É quase uma certeza de que o desmatamento, o descaso com o meio ambiente, provocou o surto de peste. Ou seja, “As pragas que do ar caem suspensas”, de que fala Shakespeare, são provocadas pelo abuso ao nosso habitat natural.

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A razão do atraso brasileiro é uma só, o Estado de Direito: o cumprimento às leis, à segurança jurídica, coisa que nós não temos. O Supremo Tribunal Federal virou um tribunal político. Basta ver essa discussão sobre quarta, primeira, terceira, segunda instância, uma coisa patética, cujo único motivo é provocar confusão para garantir impunidade, para que corruptos que lotam os três poderes da República continuem com sua aliança macabra com a elite para desfrutar de nossas riquezas e que o Brasil seja uma Suíça para eles e uma Ruanda para os outros 95% do povo brasileiro. Está aí metade do Supremo Tribunal Federal para garantir – os garantistas garantem a miséria – a vigília do sono do gigante que nunca acorda. Não vou falar do poder legislativo porque já seria sujar a minha boca, e o momento é de usar máscaras para não adoecer. A dívida do STF com o povo brasileiro é impagável. E não serei sei se será paga algum dia. Até quando suportaremos isso?




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