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Mandando a Letra

Curiosidades e amenidades

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Sabe aquelas pequenas histórias que envolvem grafias de palavras e algumas expressões? Vamos dar uma olhada em algumas delas aqui hoje para descontrair, fazer pensar e ajudar na hora de falar e escrever.

Você sabe latim?

É praxe em algumas profissões querer usar o latim para demonstrar supremacia por meio de conhecimento. Isso intimida muita gente. Uma expressão que as pessoas acabam usando por influência dos discursos que envolvem direito é “data maxima venia”. Reparou que está tudo sem acento, não é? Sim. Porque se trata de latim. Mas muitos escrevem “data máxima vênia”. Aí misturou tudo.

“Data venia” é uma expressão latina que significa “dada a permissão”. Com a inclusão do “máxima”, entende-se que a pessoa está dando a autorização maior. Bem, já existe em português a palavra vênia. Com isso, pode-se dizer “peço a devida vênia” ou “peço vênia para fazer tal coisa”. Mas perde um pouco do glamour de falar latim, não é? Ah! E nada de misturar coisas com acento no meio do latim, como na expressão eclesiástica “Soli Deo gloria” (Somente a Deus a glória), ao colocar acento em glória. A expressão deve ser toda latina.

Você sabe o nome do bico do peito?

Frequentemente, deparamos com a expressão “auréola” para se referir ao bico dos seios. Creio que isso deva ocorrer porque é mais difundida essa palavra pelo seu uso ao denominar aquele aro iluminado que fica na cabeça dos anjos e santos representados na arte. Então, auréola é isso e outras variantes decorrentes disso.

Mas como é, afinal, o nome do lugar dos mamilos? Na verdade, escreve-se “aréola”. Palavra que também é utilizada praqueles canteiros redondinhos de jardim. Muito parecido, não é mesmo? Mas tem uma diferença grande. Essa confusão também atinge muito as palavras astral e austral. Alguém de bem com a vida está com alto astral. Já as auroras polares são a boreal (do norte) e a austral (do sul).

Mais um mito da linguagem

Quem já ouviu falar que o sinal S.O.S significa “save our souls” (salvem nossas almas)? Todo mundo sabe que essa pretensa sigla é um pedido de socorro. Mas a sua origem é simples: na época em que se utilizava muito o código Morse, pelo telégrafo, foi construída uma representação menos complexa para se espalhar um pedido de ajuda: três pontos, três traços e três pontos (um “s”, um “o” e outro “s”). É só isso. É claro que estragar o significado tão bacana é chato. Mas…

Do mesmo jeito, temos a famosa história para o forró. Ainda há muita gente que acredita que vem da época das festas feitas pelos estrangeiros no interior do Nordeste aberta “para todos” (“for all”). “Hoje tem ‘for all’ (forró)”, espalha-se por aí que diziam alguns. Lamento estragar: é só uma redução de “forrobodó”. Fim.


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