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Histórias da Bola

Vílson Tadei

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O treinador do Gama, que faz bonito no Campeonato Brasiliense de Futebol Profissional, já está esquecido pelos torcedores, mas é sempre bom lembrar que ele foi um bom meia-atacante. Inclusive, foi indispensável ao time do Vasco da Gama. Conheça uma das histórias de Vílson Tadei.

Em 15 de novembro de 1983, para inaugurar o seu estádio – Aderbal Ramos da Silva, mais conhecido por Ressacada –, o catarinense Avaí convidou o Vasco para a sua festa, esperando mais 27 mil presentes (capacidade total), à Rua Tenente Calandrini, s/nº, em Florianópolis.

E rolou a festa. O que o goleiro avaiano Gílson menos esperava seria buscar bolas no fundo de suas redes, mandadas pelo meia cruzmaltino Vílson Tadei. Simplesmente, porque ao colega de profissão parecia ser um autêntico “inimigo do gol”. Pelo menos, saíra no jornal que, em aduas temporadas, com 54 jogos por um “grande clube”, como o São Paulo, o carinha são havia visitado o filó em apenas duas oportunidades. Logo, pra quê se preocupar com ele?

Legal! Como Gilson não se preocupou, Tadeia apareceu na sua área, aos cinco minutos, e inaugurou as redes dão novo estádio. Pra compensar o seu fraco poder de fogo, aos 12, fez mais um, deixando o camisa 1 do Avaí de ressaca de gols. Com aquilo, o Vasco desembestou. Depois que Tadei abriu a porteira, Marcelo, aos 19, aos 40 e aos 45 do segundo tempo, também, não o perdoou. Isso sema falar que, no meio dessa balaiada toda, aos 42 da mesma etapa final, Dudu fizera o mesmo com as redes alviazuis catarinenses. Resumo da ópera: Vasco 6 x 1

Celso Bozzano apitou e o Vasco, treinado por Otto Glória, inaugurou a casa com os convidados: Roberto Costa; Edevaldo, Chagas, Nenê e Roberto Teixeira; Serginho, Oliveira (Geovani), Vílson Tadei e Ernâni (Dudu); Marcelo e Paulo Egídio (Júlio César). O Avaí fez a festa e apanhou feio, por causa de: Gílson; Assis, Gildo (Caco), Gilberto e Tião; Careca, Bira Lopes, Osmarzinho (Zé Carlos), e Amarildo; Bizu (Décio) e Passos (Nezinho). Técnico: Ladinho.

Vílson Tadei nasceu em Urupês-SP, em 2 de junho de 1954. Antes de desembarcar em São Januário, havia passado, ainda, pelo Rio Claro-SP (início) e Grêmio Porto-alegrensea. Depois, defendeu o mexicano Monterrey e o Jaboticabal-SP. Encerada a carreira, tentou a de treinador, tendo por primeiras tentativas times paulistas, como Barretos, Linense, Jaboticabal e Guarani de Campinas.


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