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Histórias da Bola

Muito Trilegal

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O antigo torcedor brasileiro jamais esquece a decepção de 1950, quando o Uruguai nos venceu, por 2 x 1, de virada, no Maracanã, e carregou a Taça JuLes Rimete, que o próprio esperava nos entregar.

 De sua parte, o desportista gaúcho sempre lembra que a “Celeste” daqueles tempos não fazia festa diante deles. E citava, por exemplo,  vitória sobre eles, do Brasil, de Pelotas, por 2 x 1, e o  empate, do Internacional, por 1 x 1, ambos no terreiro deles. Aconteceu assim:

1 – Três meses antes da Copa do Mundo-1950, os uruguaios disputavam amistosos preparativos para virem ao Brasil. Vizinhos dos gaúchos, convidaram o rubro-negro pelotense para uma refrega em seus domínios, mais precisamente, no seu sagrado templo Estádio Centenário, local da decisão do primeiro Mundial de Futebol-1930, entre eles (vencedores) e os argentinos.

 E lá compareceu a “Celeste”, com a sua força máxima, o que significa que Obdúlio Varela, o grande capitão,  e Gigghia, o autor do gol da virada no Maracanã, estavam em campo. Mas o Brasil pelotense não tomou conhecimento deles e, com gols marcados por Mortosa e Darci, foi o “abatedor da lebre”. Sempre armando times de médio poder, o “Xavante” só tinha um grande feito em seu caderninho: campeão gaúcho-1919, nos tempos do amadorismo no futebol brasileiro.

2 – Era o 24 de maio de 1953 e, há quase três temporadas, a “Celeste” não encarava um time brasileiro no Centenário. O Internacional, então tri estadual, foi desafiado a comparecer ao “círculo de ferro”, onde a seleção uruguaia não perdoava visitante. E ferveu pra cima da rapaziada local.

 Durante o primeiro tempo, a seleção campeã mundial resistiu ao cerco. Na etapa final, se não tivesse tido uma ajudazinha do juiz…! O time colorado mandou um verdadeiro vareio de bola pra cima do anfitrião. Enquanto bolas batiam na trave e o goleiro Maspoli fazia milagres, o camisa 1 do Inter, Periquito, assistia ao prélio.

 O Inter ficou só no gol marcado por Solis, mas quem estivera no estádio – entre eles o embaixador brasileiro no Uruguai, Walter Jobim, que fora atleta colorado – não deixara de reconhecer que Inter 2 x 1, 3 x 1 seria placar mais justo.

 Em 1940, quando o futebol gaúcho tornou-se profissional, os uruguaios já haviam sido campeões olímpicos – há 12 temporadas – e mundiais – há quase quatro. Durante aquelas 13 viradas de calendário, o Internacional levantara 10 títulos citadinos (de Porto Alegre) e estaduais. Até 1945, seis escreviam-se consecutivos. Faturou um bi-1947/48 e um tri-1950/51/52. Como se vê, fora uma rapaziada dura que embarcara rumo ao Uruguai, onde mostrara porque recebera o apelidado de “Rolo Compressor”.

 Entre 1941 a 1947, o Inter revelou vários craques, com destaque para:

TESOURINHA – Registado e batizado por Osmar Fortes Barcellos, nasceu em Poto NENA Alegre e viveu entre 03.12.1921 a 17.06.1979. Estreou pela Seleção Brasileira marcando um gol nos  6 x 1 Uruguai, em 14.05.1944, quando foi campeão da Copa Roca. Em 1947, ganhou a Copa Rio Branco. Convocado pelo treinador Flávio Costa, que o teria como titular da ponta-direita na Copa do Mundo-1950 – não foi, devido uma contusão de meniscos – , em 1945, foi eleito o melhor do Sul-Americano, disputa da qual foi campeão, em 1949, e,. novamente, eleito o melhor de todos, tendo marcado sete gols – totalizou 10 tentos nos 23 jogos disputados pelo escrete nacional. Também, defendeu e foi campeão brasileiro pela seleção carioca-1950, como jogador do Vasco da Gama.

NENA – Olavo Rodrigues Barbosa saiu do Inter para sr ídolo da torcida da paulista Portuguesa de Desportos, quando esta figurava ente os principais times do futebol brasileiro. Zagueiro, disputou seis jogos pela Seleção Brasileira e ajudou a rapaziada a ganhar a Copa Rio Branco-1947 e a Taça Oswaldo Cruz-1950. Nascido em Porto Aleger, viveu entre 11.06.1923 a  17.11. 2010.

ADÃOZINHO –  Adão Nunes Dornelles, atacante, também nascido em Porto Alegre, viveu entre 02.04.1923 a 06.081991. l de 1923. Esteve na Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1950, e foi ídolo da torcida do  Flamengo. Pelo escrete nacional, disputou três jogos pelo selecionado “brasuca”, sem marcar gols, Pelo flamengo, em 96 refregas, deixou 45 bolas na rede.

Da turma que só não venceu os campeões mundiais porque o apito deles apitou mais alto, só Periquito e e Luizinho tinham mais de 25 de idade – historionas, tchê! Barbaridade!


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