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Histórias da Bola

GAMA EM CASA, FORA DE CASA

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Você  já viu o time da casa jogando em casa, mas “fora de casa?” Esquisito! Pois aconteceu com o Gama, no 30 de setembro de 2000, quando enfrentava o Flamengo, no velho demolido Estádio Mané Garrincha, pelo Campeoanto Brasileiro da Série -A.

Quanto entrou em campo, o “Periquitão” foi vaiado, pois a “maioriísima” (não tem grande maioria?) da torcida de, no mínimo, 50 mil almas, era flamenguista. Oficialmente, havia 43.287 pagantes, mas o presidente gamense, Wagner Marques, queixava-se de que “amigos do alheio” haviam roubado cinco mil ingressos.

Cerca de uma  hora antes do jogo, uma multidão de torcedores flamenguistas ainda estava de fora do estádio. Quando o “Urubu” pisou no gamado, fogos de artifício, muita fumaça, balões, gritos e sussurros fizeram a onda rubro-negra. Já o Gama trocou a sua plumagem por escamas de um peixe fora d´água.

Mesmo “fora de casa”, o “Pereiquito ameaçou primeiro. Pena que a sua rapaziada não sabia que a bola pune. Por não ter fatrudo chace de gol, aos 6 minutos, levou um, aos 17, quando Athrisn cruzou bola para a área, Petkovic a chutou em cima da zaga, pegou o rebote e sacudiu a galera: Fla 1 x 0.

Os gamenses, porém, não se amofinaram. Aos 25, Romaldo cruzou a pelota para a área flamenguista e Juari (fora goleador do Santos), livre de marcação, empatou: 1 x 1.  Ais 37, Petkovic voltou ao filó, daquela vez graças ao “apito amigo” do árbirtro gaúcho Leonardo Gaciba, que viu Lindomar, fora da área, fazendo pênalti dentro, sobre Bruno Carvalho, lateral que havia posado nu para uma revista gay. E o Pet escreveu: Fla 2 x 1, placar da primeira etapa, com o Periquitao” perdendo duas boas chaces de gol, nos minutos finais.

Mas a rapaziada alviverde voltou a igualar a conta, aos 29 do segundo tempo. Aos 7 minutos, Londomar cobrou falta e o volate visitante Mozart cabeceou a redonda para dentro da baliza defenda pelo goleiro Júlio César (aquele de Alemanha 7 x 1 Brasil,  da Copa de 2014).

Igualado, o jogo pegou foto. Tanto fogo que, aos 29, Nen fez falta sobre Denílson, um “falou mal da mãe do outro” e foram convidados a deixarem o recinto.  De quebra, Petkovic cobrou a falta e encaçapou: Fla 3 x 2. Tinha mais: aos 42, Athirson lançou Adriano “Imperador”, livre de marcação, dentro da área gamense. Sem conversa: Flamengo 4 x 2, nona derrota gamense no Brasileirão,  chamado, naquela temporada, por Copa João Havelange, devido escaramuças políticas envolvendo, por sinal, o Gama, que não aceitara ser rebaixado à Série B, ao final da disputa anterior, quando a Confederação Brasileira de Futebol queria salvar o Botafogo e lhe repassara seis pontos tomados do São Paulo, devido a um outro rolo na competição.

O Gama do dia, treinado por Mauro Fernandes, teve: Nílson; Paulo Henrique, Nen, Jairo e Rochinha; Deda, Sérgio Soares, Lindomar e Juari (Abimael); Romualdo e Gutemberg (?). O Flamengo, de Carlinhos “Violino” foi: Júlio César; Bruno Carvalho, Fernando, Fabão e Athirson; Rocha, Mozart, Leandro Ávila e Petkovic (Alessandro); Edílson  (Adriano) e Denílson ou Reinaldo.


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