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Histórias da Bola

Gama derruba Palmeiras

Em 1999, o Verdão, campeão da Taça Libertadores, eliminara o Gama, da Copa do Brasil, com 5 x 1. eu seu estádio, durante noite de uma quarta-feira 31 de março – antes, 1 x 0, no Bezerrão

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Passados cinco meses, o Gama já tinha um outro grupo, montado pelo treinador Jair Picerni, para disputar a sua primeira Série A do Brasileirão. E, pelo pelo jeito, os palmeirenses não leram e nem ouviram nada sobre o Periquitão candango. Talvez, pensassem  que silogismo e propriedade transitiva da mateática se aplicassem ao futebol

Resultado: no 22 de agosto daquele 99, o jornal Correio Braziliense, após o jogo, viu a torcida palmeirense – 11.684 pagantes que gastaram R$ 126.795,00 –  saindo do estádio abatida, surpresa. “O motivo de tanto desânimo atendia pelo nome de Gama”, contou – realmente, “Íncrível”, como mancheteou sobre Gama 2 x 0 Palmeiras, na casa do adversário.

No Jornal de Brasília, a repórter Marta Ferreira, enviada à partida, escreveu: “O Gama marcou muito bem, tocou a bola, jogou de igual para igual com o campeão da América do Sul e até ensaiou um olé.” Adiante, ressaltou que Romualdo havia sido o “grande nome da partida” em que o Verdão paulistano exibira vários craques que haviam passado por seleções canarinhas e de seus países – Marcos, César Sampaio, Zinho ‘Enceradeira’, Zé Maria, Rogério, Júnior, Alex, Oséas, Paulo Nunes (brasileiros), Arce (paraguaio) e Asprilla (colombiano) – comandados pelo treinador Luís Felipe Scolari que, em 2002, levaria o Brasil ao penta da Copa do Mundo, contando com, deste time, Marcos e Júnior.

Contou Marta Ferreira, ainda, que Romualdo havia desmontado o sistema defensivo palmeirense, “marcando um dos gols mais bonitos deste Campeonato Brasileiro” – driblara Galeano e Zé Maria, dentro da áreas, e mandara a bola, “indefensável”, para o canto direito defendido pelo apelidado “São Marcos”, devido aos tantos “milagres” que fazia quando a sua zaga complicava o lance.

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A pintura de gol de Romualdo – aos 47 minutos do segundo tempo, foi mostrada ao país, pelo Jornal Nacional, da TV Globo, e elogiado por todos os hebdomadários do dia seguinte. Antes, Romualdo havia feito grande jogada e cruzado, na medida, para Sorato, aos 16 minutos, cabecear e abrir o placar. Depois, aos 28, aplicado um chapéu sobre Agnaldo e obrigado o “São Marcos” a se ajoelhar para defender seu chute rasteiro.

O Gama havia começado o jogo  marcando em seu campo e só se arriscando em contra-ataques. Segurava a pressão inicial palmeirense. Aos poucos, ousou incomodar e botar Marcos para trabalhar. A torcida da casa sacou, então,  que não seria fácil para seu time vencer, e não otou do 0 x 0 do primeiro tempo.

Na fase final, Scolari, o apelidado Felipão, trocou Arce e Oséas por Euller  e Asprilla, para ganhar mais ofensividade, jogando com três atacantes. Rolou um sufoco inicial pra cima do Gama, mas a rapaziada se segurou legal, até passar na frente do placar. E ainda viu Alexadnre Gaúcho carimbar a trave do “São Marcos.”

Já que o Palmeiras não conseguia empatar, o árbitro Reinaldo Ribas tentou ajudar, com o acrésimo de mais quatro mintos de jogo. Pior para o anfitrião, que levou o gol de placa por Romualdo.

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A vitória subiu o Periquitão candango para a 13ª colocação daquele BR-99, jogando com: Marcelo Cruz; Paulo Henrique, Ge´rson, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa, Alexandre Gaúcho (Beto) e Lindomar (Kabila); Romualdo e Sorato (Mazinho Loyola). O Palmeiras, com folha salarial mensal de R$ 4 milhões – a do Gama era de R$ 300 mil – teve: Marcos; Arce (Euller), Agnaldo, César Sampaio (Zé Maria) e Júnior; Galeano, Robério, Zinho e Alex; Paulo Nunes e Oséas (Asprilla).          


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