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Histórias da Bola

EVARISTO, O REI DA CAÇAPA

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Terríveis artilheiros vestiram a camisa da Seleção Brasileira, caso de Leônidas da Silva, Ademir Menezes, Pelé, Zico, Ronaldo Fenômeno e Romário, citando apenas seis. Mas nenhum deles marcou tantos gols em uma só partida quanto Evaristo: 5

Aconteceu em Brasil 9 x 0 Colômbia, pelo XIX Campeonato Sul-Americano, em noite de domingo, no Estádio Nacional de Lima, no Peru, quando o “matador” flamenguista deixou três na boca da caçapa, só no primeiro tempo – o santista Pepe havia aberto a contagem, aos 27 minutos.

O primeiro tento de Evaristo saiu aos 41. Didi chutou a bola em cima do goleiro Zuluaga e a pelota voltou ao seus pés, que estenderam o lance até Evaristo, que usou a canhota para bater na rede. Aos 44, Roberto, Pepe e Evaristo trocaram passes, cabendo ao último a finalização e um novo beijo no filó. Evaristo teve tempo, ainda, para, aos 45, fazer mais um. Pepe chutou forte para o gol, rolou confusão na área colombiana, Joel e Evaristo disputaram a bola com Zuluaga e estas ficou com o meia-direita flamenguista que fechou a conta da primeira fase: 4 x 0.

Com um placar elástico daqueles, o time canarinho jogava tranquilo. Tanto que, aos seis (ou aos 51) e aos 15 (ou 60), Didi estabeleceu 6 x 0 no placar. Então, Evaristo marcou o seu quarto gol. Graças a uma extraordinária jogada de Zizinho, que abriu a defesa colombiana para o companheiro marcar. Mas Evaristo retribuiu o presente, aos 41, servindo ao “Mestre Ziza”, que fez o oitavo.

Finalmente, Evaristo tornou-se oi maior “matador” da seleção canarinha (em quantidade), aos 41 (ou aos 86) minutos. Recebendo lançamento saído da esquerda, ele dominou a bola pela meia-lua da grande área, escolheu o canto e escreveu: 9 x 0.

Dirigido pelo treinador Oswaldo Brandão, o time brasileiro alinhou: Gilmar; Djalma Santos, Edson e Nilton Santos; Zózimo e Roberto; Joel (Cláudio), Evaristo, Zizinho, Didi e Pepe (Garrincha).

Evaristo Morais de Macedo nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de junho de 1933. Revelado pelo Madureira, ele marcou 18 gols para o “Tricolor Suburbano”, em 35 jogos. Com sagrou-se como craque no Flamengo, mandando 99 bolas passar pela boca da caçapa, em 160 partidas, entre 1953 a 1957. Tinha tudo para ir à Copa do Mundo-1958, na Suécia, mas não foi por sacanagem do espanhol Barcelona, o qual que defendia e não o liberou. Fez 178 gols para o time catalão, em 226 partidas, roladas de 1957 a 1962, temporada em que foi para o Real Madrid, marcar seis gols, em 19 prélios, de 1962 a 1965.

No mesmo 1965, Evaristo voltou ao futebol brasileiro para encerrar a carreira, em 1967, defendendo o Flamengo. Disputou 31 compromissos e colaborou com quatro bolas na rede.

Evaristo tem no currículo, também, um tri estadual pelo time rubro-negro. Em 1953, entro em quatro das 27 refregas e marcou um gol. Em 1954, fez 22 de mais 27 jogos, marcando 13 gols. Em 1955, disputou 17 das 30 pugnas, repetindo 13 chegadas à rede. Figurou neste time base do treinador paraguaio Fleitas Solich: Chamorro, Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Paulinho, Índio, Evaristo Dida) e Zagallo.

Pelo escreta nacional, Evaristo participou de 13 continentais, vencendo sete, empatando quatro, caindo em duas e marcando oito gols. Além dos cinco contra os colombianos, fez dois em Brasil 7 x 1 Equador, em 21.03.1957, e o seu último tento canarinho em Brasil 2 x 3 Uruguai, de 28.031957, todos pelo Sul-Americano daquela temporada.

Além dos jogos citados, Evaristo defendeu a Seleção Brasileira em: 18.09.1955 – 1 x 1 Chile; 11.04.1956 – 1 x 1 Suíça; 15.04.1956 – 3 x 2 Áustria; 21.04

.1956 – 0 x 0 Tchecoeslováquia; 01.05.1956 – 1 x 0 Turquia; 13.03.1957 – 4 x 2 Chile; 31.03.1957 – 1 x 0 Peru; 03.04.1957 – 0 x 3 Argentina; 13.04.1957 – 1 x 1 Peru e 21.04.1957 – 1 x 0 Peru.

Nestas vestidas de camisa canarinha, Evaristo ajudou a Confederação Brasileira de Desportos-CBD a carregar para as suas prateleiras a Taça Bernard O´Hifggins-1955. Ele disputou, ainda, um jogo pela seleção olímpica, nos 2 x 4 Alemanha Ocidental, em 24.07.1952.

Encerrada a vida de atleta, Evaristo tornou-se treinador, tendo passado por Bahia (oito vezes), Bangu, Santa Cruz-PE (3 vezes), Barcelona-ESP, América-RJ, Guarani de Campinas-SP, Fluminense, Grêmio-RS (2 vezes), Cruzeiro-MG, Atlético-PR (3 vezes), Flamengo (2 vezes), Vitória-BA (2 vezes), Corinthians e Vasco da Gama. Como treinador de seleções, classificou a do Brasil, em 1985,para a Copa do Mundo-1986, mas rfoi trocado por Telê Santana, antes do Mundial rola. Então, foi dirigir o selecionado do Iraque. Suas grandes glória sendo comandante de equipes foram as conquistgas do Brasileirão-1988, pelo Bahia, eda Copa do Brasil-1997, pelo Grêmio-RS.


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