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Histórias da Bola

Capitão Lucimar

Após a Copa do Mundo de 2002, jogador candango disse ao Jornal de Brasília que ainda seria capitão da Seleção Brasileira. Cumpriu a promessa

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Parece até nome de oficial da PM. Mas não é. É, mesmo, de boleiro bom de bola, que ganhou um apelido mais masculinizado, já que Lucimar se usa tanto para homem como para mulher, por esses rincões brasileiramentes afora.

Depois de voltar da Copa do Mundo-2002, quando ficou campeão da promoção conjunta Japão/Coreia do Sul, o zagueirão candango Lucimar, que ficou conhecido por Lúcio, disse ao Jornal de Brasília, em fala exclusiva, que a sua próxima meta seria ser o capitão da Seleção Brasileira. E chegou lá.

 Em 28 de junho de 2009, lá estava ele erguendo o troféu de vencedor da Copa das Confederações, ao vencer, na decisão, aos Estados Unidos, por 3 x 2, de virada, com o adversário abrindo dois gols de frente, no primeiro tempo.

Naquele dia, em Johannesburgo, o muito aguerrido zagueirão Lúcio marcou o tento da virada, em cabeçada – o centroavante Luís Fabiano havia feito os dois outros -, na terceira vez em que a rapaziada trazia aquele caneco para as prateleiras da Confederação Brasileira de Futebol.

 Lucimar da Silva Ferreira, nascido em 8 de maio de 1978, foi cria do Planaltina Esporte Clube, criado em 1963, para o futebol amador da cidade homônima. Depois, a agremiação aderiu ao profissionalismo, permitindo-lhe Lúcio ser levado pelo Gama e, dali, pelo gaúcho Internacional, pelo qual se consagrou e chegou ao escrete nacional  e ao futebol europeu, tendo jogado na Alemanha e na Itália.

Ao entrar na curva descendentem, Lúcio ainda jogou pelo São Paulo e o Palmeiras, e veio chutar as últimas bolas, como profissional,  para o Gama e o Brasiliense. A sua estreia pela Seleção Brasileira foi em Brasil 3 x 0 Chile, integrando o time olímpico (12.08.2000). Jogou, ainda por aquela equipe, nos 2 x 0 Striker, da Austrália (07.09.2000); em 4 x 0 Marconi, também australiano (10.09.2000), e nos 1 x 2 Camarões (23.09.2000).

 Com a jaqueta da Seleção Brasileira principal, a estreia de Lúcio foi  no 1 x 0 Colômbia (15.11.2000), convocado pelo treinador Emerson Leão, valendo pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2002. Assistido por 56.212 pagantes, o time formou com: Rogério Ceni; Cafu, Roque  Júnior (autor do gol) Lúcio e Júnior (o baiano Jenílson Ângelo de Souza); César Sampaio, Vapeta (Juninho Reis ‘Pernambucano’), Juninho Giroldo ‘Paulista’ e Rivaldo; Edmundo (Marques) e França (Adriano Leite).

 Conforme planejara, Lúcio trornou-se o primeiro futebolistas candango capitão da Seleção Brasileira que, em 2002, teve, ainda, Weber Magalhães, cartola brasiliense, chefe da delegação. Lúcia tem, ainda, no currículo, o feito de ter sido o primeiro atleta candanguíssimo campeão mundial.


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