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Histórias da Bola

CALENDÁRIO DO REI

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30 DE MAIO DE 1962 – Eram jogados 72 minutos do segundo tempo, quando Pelé encarou Villegas, Reyes e Sepúlveda. Ganhou dos três e chutou para o canto direito da trave defendida pelo goleiro mexicano Carbajal. Foi o seu único gol na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Antes, aos 56 minutos, ele foi lançado, por Garrincha e, vendo Sepúlveda chegando para combatê-lo, deu um toque na bola, que saiu à meia-altura, para Zagallo cabecear e abrir o placar que ficou nos 2 x 0. A partida foi no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, assistido por 10.484 pagantes e apitado pelo suiço Gottfried Diens. O Brasil teve: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo.

2 DE JUNHO DE 1962 – Pelé sofreu a contusão muscular que assombrou a torcida brasileira. A seleção canarinhaa fazia o se segundo jogo da Copa do Mundo do Chile. Aos 11 minutos, Didi lhe fez o passe, e ele arriscou o chute de fora da área, acertando o poste direito da então Tchecoeslováquia. Foi por ali que a dor que sentia na virilha explodiu. Mesmo assim, continuou na partida, só fazendo número, pois, naquele tempo, não eram permitidas substituições.

Pelé não pôde participar das vitórias doa Brasil sobre a Espanha (2 x 1), a Inglaterra (3 x 1), o Chile (4 x 2) e a Tchecoeslováquia (3 x 1). No seu único jogo, contra o México (2 x ), quando marcou um gol, o time foi: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, ELE e Zagallo. O jogo da contusão foi foi no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, diante de 14.900 pagantes, com arbitragem do francês Pierre Schwinte.

Em outros 2 de junho, no entanto, o “Rei do Futebol” esteve exuberante em campo. Vejamos: 02.06.1963 – Santos 2 x 1 ASchalke-ALE (1 gol); 02.06.1965 – Seleção Brasileira 5 x 0 Bélgica (3 gols); 02.06.1967 – Santos 2 x 1 Seleção do Congo (1 gol); 02.06.1971 – Santos 1 x 0 Guarani de Campinas-SP; 02.06.1972 – Santos 3 x 2 Seleção da Coreia do Sul (1 gol); 02.06.1974 – Santos 1 x 1 São Paulo. Portanto, invicto na data, colocando seis pipocas pra pular na chapa. (foto reproduida da revista Fatos&Fotos).

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3 DE JUNHO DE 1970 – Pelé estreava em suas terceira Copa do Mundo, para voltar tri do México. Marcou um gol nos 4 x 1, de virada, sobre a então Tchecoeslováquia, que abrira o placar, aos 10 minutos, por intermédio der Petras. O tento do “Rei” foi o terceiro da goleada, aos 59 minutos. Antes, Rivellino havia empatado, cobrando falta, aos 24. Depois, Jairzinho, aos 64 e aos 82, fechou a conta.

A estreia canarinha na Copa-70 foi no estádio Jalisco, em Guadalajara, assistida por 52.897 torcedores. Com Mário Jorge Lobo Zagallo, que fora bi, jogando, ao lado do “Camisa 10”, de treinador, a Seleção Brasileira foi: Félix: Carlos Alberto Torres, Brito, Wilson Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Três anos depois, em 3 de junho de 1973, Pelé estava de volta à mesma Guadalajara, mas com a camisa 10 santista, para vencer o time do nome da cidade, por 2 x 1, marcando mais um gol. Mas nem só glórias trouxe a data ao “Rei do Futebol”. Teve sacrifícios, também. Em 1961, ele dobrou trabalho, jogando contra o alemão Wlfsburg, quando o goleou, por 6 x 3, deixando dois nas redes, e no dia seguinte, diante do Antuérpia, da Bélgica, no empataço, por 4 x 4, sem gols dele. Além desses compromissos, Pelé ainda esteve, como peixeiro, em Santos 3 x 1 Feyenoord, da Holanda, em 1959, com um gol na conta, e em 0 x 3, ante a italiana Fiorentina, em 1960. Já defendendo o Cosmos-EUA, jogou nos 3 x 1 em cima do Violette, contribuindo com um gol.

4 DE JUNHO DE 1961 – Jogando na Bélgica, amistosamente, contra o time do Antuérpia, que Pelé viveu o maior placar dos empates de sua carreira: 4 x 4. Naquele dia, ele não balançou a redes. Mas excedeu em 15 de abril de 1965, marcando todos os tentos do seu time, no eletrizante 4 x 4 com o Corinthians, no Pacaembu, em São Paulo, na presença de 50.782 torcedores, que pagaram Cr$ 39.539.800,00 pra verem o craque santista mandar o juiz Olten Aires de Abreu ordenar quatro saídas de bolas durante a batalha em que quatro “Arqueiros do Rei” – o goleiro Gilmar, o zagueiro Mauro, o volante Zito e o parceiro de área Coutinho – não participaram da batalha.

Pelé abriu o placar, aos 45 minutos do primeiro tempo. Aos 10 da segunda etapa, Flávio “Minuano” bateu pênalti e empatou. Aos 18, Marcos virou, para os corintianos. Aos 31, Pelé voltou a deixar tudo igual; aos 35, Geraldo José recolocou o Timão na frente. Mas, aos 58, também de pênalti, o “Camisa 10” tornou a empatar. A patota de Pelé era chefiada por Luís Alonso Peres, o Lula e disputou aquele clássico contando com: Laércio; Ismael (Lima), Modesto e Geraldino; Lima (Mengálvio) e Haroldo; Dorval, Rossi, Toninho, Pelé e Gilson Porto (Pepe). Corinthians teve: Heitor; Augusto, Cláudio, Clóvis e Edson; Dino e Rivelino (Luizinho); Marcos, Flávio, Nei e Geraldo. O treinador era Osvaldo Brandão.

Mas dois outros 4 x 4 ainda estariam por vir na carreira do rapaz tricordiano. Aconteceram em 15 de setembro de 1969, diante d o então iugoslavo Radnick, com um gol dele, em mais um amistoso das inúmeras excursões “caça dólares” dos santistas pelo exterior, e em 6 de fevereiro de 1974, frente ao Goiás, valendo ainda pelo Campeonato Brasileiro de 1973. A “Turma do Camisa 10” chego a abrir 3 x 0 de frente, com Nenê balançando o filó, aos 20, aos 32 e aos 37 minutos. Antes de acabar o primeiro tempo, aos 44, Paghetti, começou a reação esmeraldina. Mas, aos 9 da etapa final, Emílio marcou um gol contra. Paghetti, no entanto, voltou a marcar, aos 34 e aos 37. Quando a torcida começava a ir embora, aos 45, Lucinho empatou.

Arnaldo César Coelho (RJ) apitou, 27.246 compraram ingressos e a renda atingiu Cr$ 288.023,00. Os súditos do “Rei” foram ao Pacaembu formando com: Carlos; Carlos Alberto Torres, Marinho Peres, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo (Roberto), Léo Oliveira e Mazinho; Nenê, Pelé e Edu. O surpreendente Goíás alinhou: Lumumba, Triel, Emílio, Matinha e Cláudio; Tuíra e Hertz; Lucinho, Paghetti, Lincoln e Raimundinho. Coincidentemente, abaixo de 4 x 4, um dos dois empates de Pelé por 3 x 3, foi com o mesmo Goiás, em 19 de março de 1968 – o outro rolou com o colombiano Atlético Júnior, em 25 de janeiro de 1967, sem gols dele.


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