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Histórias da Bola

A tarde dos fantasmas

Uma revanche, sem sem sentido, entre Brasil x Uruguai, foi inventada em 1965, no Maracanã

Gustavo Mariani

Publicado

em

Foto: Reprodução
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Com plateia bem menor – falou-se que mais de 200 mil pessoas entraram

no Maracanã, e sem a maioria dos personagens do 16 de julho de 1950, o futebol brasileiro levou quase 15 temporadas para se vingar do 1 x 2 Uruguai que decidiu a Copa do Mundo que os “brazucas” promoviam.

Em tarde de 4 de julho de 1965, os veteranos das duas seleções disputaram uma partida beneficente, no mesmo Maraca, que arrecadou cerca de Cr$ 6 milhões de cruzeiros e viu um gol solitário der Ademir Menezes, escrevendo Brasil 1 x 0 na revanche e em impedimento que o bandeirinha Joaquim Barreiras não marcou – Eric Schwartz foi o outro auxiliar do árbitro Guálter Portela Filho.

O time brasileiro contou com: Barbosa (Válter, aos 40 min do 2º tempo); Alfredo II (Jair Santana, aos 23 do 1º tempo/Jordan, aos 30 da 2ª etapa), Ely do Amparo (Mílton Compolillo, aos 5 min do 2º tempo, Nílton Santos e Noronha (Jansen, aos 5 min do 2º tempo); Dequinha e Jair Rosa Pinto; Friaça (Rubinho, aos 39 min do 2º tempo), Telê Santana, Ademir (Joel, aos 43 min do 1º tempo) e Chico (Liminha, aos 37 min do 1º tempo/Djayr, aos 17 min do 2º tempo).

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Desta turma, apenas Barbosa, Jair, Friaça, Ademir e Chico estavam na partida que encerrou o Mundial-1959, e Alfredo II disputou um só jogo. Zizinho, Danilo, Juvenal, Bauer e Bigode se recusaram a tomar parte na partida, enquanto o capitão Augusto não compareceu. Dos demais, só Nílton Santos, Noronha e Ely eram convocáveis pelo treinador Flávio Costa, que não topou comandar os brasileiros, preferindo assistir à pugna como torcedor, ao contrário do seu colega uruguaio Juan Lopez, que esteve como técnico de sua moçada.

Do lado uruguaio, o time teve: Maidana; Gambeta, Sosa, Tejera e Rodrigues Andrade (Banoli, no ntervalo); Obdúlio Varela (Carbajo, aos 15 do 2º tempo) e Romerito; Bosqueño (Rodrigeus Andrade(aos 37 do 2º tempo) , Júlio Perez (Am;aral, aos 37 do 1º tempo), Miguez e Morán. Dessa rapaziada, havia oito veteranos da final de 1950: Gambeta, Tejera, Rodrigues Andrade, Obdúlio Varela, Júlio Perez, Miguez e Morán.

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O revival jogado em 4 de julho de 1965, teve os dois times uando o sistema tático 4-2-4, desprezando a diagonal que ambos usaram em 1950. Gualter Portela Filho apitou o reencontro, que teve a bola correndo mais do que os antigos craques, que não fizeram mais do que 10 lançamentos laterais. Dequinha e Jair Rosa Pìnto foram os destaques que usaram a já camisa canarinha, cabendo a Miguez o mesmo papel pelo lado da Celeste, que trouxe ao Rio de Janeiro barriguinhas salientes.

Obdúlio Varela, ao sair de campo, aso 15 minutos do segundo tempo foi muito aplaudido, e retribuiu o carinho e respeito dos brasileiros com um aceno, do meio do gramado.

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