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“Tempo”, de Shyamalan, propõe debate existencial

O lançamento da semana é o longa-metragem “Old”, ou Tempo em português. A história se passa em uma praia localizada dentro de uma reserva natural, onde todo mistério acontece.

(from left) Chrystal (Abbey Lee), Patricia (Nikki Amuka-Bird), Jarin (Ken Leung), Maddox (Thomasin McKenzie), Charles (Rufus Sewell), Mid-Sized Sedan (Aaron Pierre), Prisca (Vicky Krieps) and Guy (Gael García Bernal) in Old, written for the screen and directed by M. Night Shyamalan.

O lançamento da semana é o longa-metragem “Old”, ou Tempo em português. A história se passa em uma praia localizada dentro de uma reserva natural, onde todo mistério acontece.

Estrelado por Gael Garcia Bernal, Tempo acompanha uma família durante uma viagem para uma ilha tropical. Quando chegam em uma praia deserta, algo estranho começa a acontecer: todos passam a envelhecer rapidamente, anos inteiros passam em questão de minutos. Eles, então, precisam descobrir o que está acontecendo antes que suas vidas sejam encurtadas drasticamente.

A primeira morte aconteceu logo na chegada a praia. Uma caverna misteriosa onde quem entra sofre uma forte tontura, desmaia e reaparece de volta à praia.

O tempo passa tão depressa , as coisas acontecem e as pessoas ali presentes envelhecem e enlouquecem.

Quando encontram os ossos da primeira mulher morta , a ficha parece cair e então eles percebem que o grande vilão é o tempo que se passa diferente por lá

Kara resolve escalar o paredão que contorna o litoral mas desmaia e cai

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O ponto de vista que nos leva a refletir a respeito das relações humanas torna o filme um pouco menos monótono, porém a falta de explicação torna a experiência confusa uma vez que pontas ficam soltas ao final.

Durante o desenrolar da história, fica clara a tentativa de mostrar a reflexão sobre o tempo (é até mesmo o título do filme no Brasil). O longa mostra, de forma muito intensa, que não vale a pena levar certos desentendimentos para a vida, afinal, todo ciclo tem um final. De certa forma, pode-se dizer que a obra é adepta a esse olhar existencialista.

O uso da câmera em primeiro plano, usada em vários momentos, nos ajuda a perceber o envelhecimento. 

Com o anoitecer, as cenas ficam escuras e um pouco confusas. Percebemos que o tempo que se passa depressa, faz com que as pessoas comecem a sofrer com as comorbidades naturais que levariam anos para aparecer. 

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O roteiro apesar de parecer auto explicativo, na minha opinião tem vários furos como as mortes explicadas superficialmente  e o desfecho que não demonstra uma conclusão satisfatória.

A parte final, a que poderia corresponder a um “terceiro ato”, no entanto, não tem a resolução grandiosa que o desenvolvimento prometia. O plot twist do final não completa a ruptura proposta. Traz à tona um debate ético, mas que não gera o impacto esperado.

Ficha técnica

Elenco: Alex Wolff, Thomasin McKenzie, Gael García Bernal, Vicky Krieps, Aaron Pierre, Eliza Scanlen, Rufus Sewell, Ken Leung, Nikki Amuka-Bird, Emun Elliott, M. Night Shyamalan, Abbey Lee Kershaw, Gustaf Hammarsten.
Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Duração: 1 hora e 49 minutos

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Com colaboração de Mateus Arantes/ Agência de Notícias UniCEUB






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