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O Brasil chora em luto por Paulo Gustavo

O cinema nacional perde uma grande estrela e deixa o país em luto

Por Henrique Kotnick 05/05/2021 12h47

O choro pela morte de alguém representa o quanto iremos sentir a falta daquela pessoa. Trabalhar as próprias emoções tem sido um exercício diário neste período de quarentena. A morte vem, os queridos se vão e o que resta são apenas lembranças do que já foi um dia.

Em um dado momento da vida nos perguntamos, porque choramos a morte de alguém que não conhecemos. Os artistas se vão e a comoção nacional toma conta dos lares e então ficamos tristes. Uma das principais essências que podemos destacar enquanto seres humanos, é o amor ao próximo. Amor esse que nos faz ter empatia e se colocar no lugar do outro. Da mãe que perde o filho, do marido que perdeu o companheiro e das próprias crianças que já não terão mais o abraço quentinho e apertado daquele que um dia os amou.

Paulo Gustavo não representava apenas a classe dos artistas, ele lutava diariamente por exemplo com o fato de infelizmente ainda vivermos em um país preconceituoso, que simplesmente não é aceito o fato de um ser humano ser feliz com outro independente de classe, credo, gênero ou cor.

O motivo pelo qual a coluna desta semana é dedicada a essa grande pessoa, se deve à contribuição que ele teve para com o cenário nacional do cinema, teatro e entretenimento no Brasil. Foram centenas de milhares de espectadores por todo o país, peças intermináveis que perduraram por anos nos palcos, filmes que arrancaram sorrisos, lagrimas e até reflexões sobre o certo e errado.

Minha mãe é uma peça

Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros foi um ator, humorista, diretor, roteirista, e apresentador brasileiro. Ficou conhecido pelo monólogo Minha Mãe É uma Peça, o qual, em 2013, virou um longa-metragem e o filme mais assistido daquele ano no Brasil e, em 2015, foi publicado como um livro pela editora Objetiva. Com um roteiro adaptado a vida que tinha quando jovem, Paulo Gustavo trouxe a tona as aventuras que viveu com própria mãe. A relação divertida entre os dois rendeu boas histórias e transformou o ator em quem ele era.

Filmografia

É com um forte abraço e vibrações positivas que dizemos, vá em paz Paulo Gustavo!

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