Brasília entrou na rota da Expedição Roblox na Estrada e, posso dizer, foi muito gratificante ver a capital federal receber uma edição especial de um projeto tão relevante quanto esse. O encontro aconteceu no espaço GAMEHUB e reuniu estudantes de 14 a 18 anos do Centro de Ensino Médio (CEM) 15 da Ceilândia e do Instituto Tia Angelina, do Varjão, em uma experiência que mostrou na prática como os games podem abrir portas para o aprendizado e para oportunidades profissionais reais. Ver jovens dessas comunidades tendo acesso a esse universo foi, sem dúvida, um dos pontos mais especiais da edição brasiliense.
A presença da Expedição na capital reforça algo que já era evidente para quem acompanha o cenário de inovação e educação digital do Brasil: Brasília tem um papel importante nessa história, e projetos como esse precisam chegar até aqui. A iniciativa, realizada pela Roblox em parceria com a Mastertech, tem como objetivo apresentar os primeiros passos da programação para 10 mil jovens brasileiros por meio do Luau, a linguagem utilizada para criar experiências dentro da plataforma. Uma meta ousada, que vem ganhando forma a cada cidade visitada.

Além das oficinas práticas de desenvolvimento de jogos, o evento foi rico em momentos de troca, inspiração e contato direto com profissionais que vivem diariamente o universo da tecnologia e da criação digital, exatamente o tipo de experiência que faz diferença na vida de um jovem que ainda está descobrindo seus caminhos.
Um dos destaques que mais chamou atenção foi a participação da especialista Elizabeth Milovidov, referência internacional em cidadania digital e segurança online. Ela conduziu um bate-papo com pais e educadores sobre a importância de preparar crianças e adolescentes para uma convivência mais consciente nos ambientes digitais. O encontro colocou em evidência o papel das famílias e das escolas na construção de hábitos seguros e saudáveis para essa geração que já nasceu conectada, um debate que não poderia ser mais atual.
Durante o evento, a Diretora de Comunicação da Roblox, Renata Polatti, trouxe um panorama detalhado de como a plataforma trabalha para garantir um ambiente seguro para seus milhões de usuários ao redor do mundo. Segundo ela, todos os criadores precisam seguir as regras da comunidade antes de publicar qualquer experiência, e cada jogo recebe uma classificação de maturidade adequada à faixa etária dos jogadores. Os responsáveis também contam com ferramentas robustas de controle parental, que permitem acompanhar o tempo de uso, definir quais experiências podem ser acessadas e controlar as formas de comunicação disponíveis para os filhos.

Renata também falou sobre mudanças recentes implementadas pela empresa para reforçar ainda mais a segurança dos usuários, entre elas a exigência de um processo de estimativa de idade para liberar determinadas funcionalidades de chat, uma medida adotada globalmente que busca garantir que os recursos de comunicação sejam disponibilizados de forma compatível com a idade de cada usuário. Outra novidade anunciada foi a criação de diferentes categorias de contas baseadas em faixas etárias. O sistema já começou a ser implementado em alguns países e deve chegar ao Brasil em breve, oferecendo experiências ainda mais adequadas para cada grupo. Além disso, a plataforma mantém um sistema robusto de moderação que combina inteligência artificial e equipes especializadas para identificar conteúdo fora das diretrizes da comunidade.
Mas, se tem algo que ficou marcado de verdade, foi ouvir a história de quem transformou a paixão pelos games em profissão. Cristian, desenvolvedor de experiências dentro da Roblox, contou uma trajetória que inspira qualquer jovem na plateia. Ele conheceu a plataforma em 2016 por meio de vídeos no YouTube e passou anos explorando os jogos disponíveis, sem imaginar que aquilo um dia viraria carreira. A virada veio durante a pandemia, quando descobriu que qualquer pessoa podia criar suas próprias experiências usando o Roblox Studio.
A curiosidade rapidamente se transformou em dedicação intensa. Cristian começou desenvolvendo projetos pessoais, estudando por conta própria e explorando os recursos gratuitos que a plataforma disponibiliza. O esforço trouxe resultados concretos: no ano passado, passou a trabalhar profissionalmente em um estúdio de desenvolvimento focado em Roblox. Hoje, participa da criação de experiências para milhares de jogadores, incluindo um simulador de sobrevivência com dinossauros, no qual os usuários escolhem espécies diferentes e enfrentam desafios em um ambiente interativo. Para quem quer seguir o mesmo caminho, ele reforçou que existem inúmeras ferramentas gratuitas para iniciantes, documentação oficial, tutoriais, modelos de projetos e fóruns ativos onde desenvolvedores trocam conhecimento e recebem feedback da comunidade.
A passagem da Expedição Roblox na Estrada por Brasília deixou claro que a criação de jogos vai muito além do entretenimento. Iniciativas como essa aproximam jovens da programação, estimulam a criatividade e apresentam possibilidades reais de carreira em um dos mercados que mais crescem no mundo. Com edições já realizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e agora em Brasília, o projeto segue percorrendo o país e ampliando o acesso à educação digital. Até o momento, quase 2.500 novos criadores já deram os primeiros passos nessa jornada. Que venham os próximos e que Brasília continue sendo palco desse tipo de encontro!