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Futebol ETC
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Saiba quem foi o autor da ideia da “vaquinha” que pode quitar a dívida do estádio do Corinthians

Em 5 dias de arrecadação, o valor já ultrapassou a casa dos R$ 24,379 milhões

Marcondes Brito

03/12/2024 21h09

Foto: Reprodução/ Câmara dos Deputados

A “vaquinha” da torcida organizada Gaviões da Fiel para quitar a dívida deixada pela construção da Neo Química Arena, pertencente ao Corinthians, tem se mostrado um sucesso até o momento. Em 5 dias de arrecadação, o valor já ultrapassou a casa dos R$ 24,379 milhões, que corresponde a 3,5% da dívida de R$ 700 milhões. 

Até o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, torcedor do Timão, fez uma contribuição. Por outro lado, há uma preocupação porque muitos adeptos alegam terem caído em golpes financeiros, de pessoas que criaram sites falsos para coletar doações.

Quem é o “pai da ideia

Em meio a um certo descrédito dos torcedores rivais, os corintianos estão confiantes de que vão conseguir pagar a dívida do Timão. Mas talvez seja o caso de relembrar aqui quem foi o autor dessa ideia da “vaquinha”, que poderá para a história do futebol brasileiro e do próprio mercado financeiro. O dono da ideia é o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira Fernandes, que – numa entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília, em dezembro passado – explicou como esse assunto estava sendo tratado com a diretoria do Corinthians:

“A solução para o Corinthians – disse Carlos Vieira, na época – está encaminhada… Em resumo, o Corinthians quer pagar a dívida com títulos e eles teriam que captar esses  títulos para fazer o pagamento da dívida. Eu falei com eles que era uma coisa muito difícil. O que eu propus é que seja criado um fundo de investimento, de forma que os próprios torcedores possam comprar cotas, tornando-se sócios, transformando-se em ‘donos’ da Arena Corinthians”.

O presidente da Caixa tem convicção de que isso é perfeitamente compatível:

“Eu fiz a conta e acho que sim. Se você pega 15 milhões de corintianos, cada um comprando uma cota de 80 ou 100 reais, será mais do que suficiente. Esse raciocínio, inclusive, poderá modificar as relações com os seus torcedores e com o mercado financeiro. Clubes muito populares, como Corinthians, Flamengo, Grêmio, Atlético Mineiro, só para citar alguns, podem adotar esse modelo de fundo de investimento. Nós, aqui na Caixa, estamos prontos para atende-los. Isso deve ser feito com um acompanhamento de governança, potencializando ainda mais esses recursos. Por esse mecanismo, o torcedor passaria a ser sócio efetivo do clube, um cotista do patrimônio do clube”, concluiu o presidente da Caixa Econômica.

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