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Neymar veste a 10, o pai vira CEO e o Santos põe R$ 37 milhões na conta do elenco

Neymar da Silva Santos foi anunciado na sexta-feira (6) pelo presidente Marcelo Teixeira como CEO do clube paulista 

Marcondes Brito

08/11/2026 5h54

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No primeiro dia depois de o Santos anunciar o pai de Neymar como CEO, a novidade para os jogadores apareceu na conta bancária. Neste sábado (7), o clube pagou cerca de R$ 37 milhões ao elenco profissional. Quitou dois meses de direitos de imagem atrasados e antecipou a folha salarial que venceria na segunda-feira (9). Parte do dinheiro veio de um acordo com a NR Sports, empresa do pai do camisa 10. A presidência do Santos levantou o restante, informou o ge. 

A expressão “tudo pago” precisa, portanto, de um complemento. O Santos acertou esses compromissos com o elenco. As reportagens não estendem a quitação a todos os funcionários ou às demais dívidas do clube. E o dinheiro da NR Sports terá contrapartida. Segundo o UOL, o acordo prevê que o Santos devolverá o valor recebido da empresa. 

O Santos já virou SAF? Não. Neymar da Silva Santos foi anunciado na sexta-feira (6) pelo presidente Marcelo Teixeira como CEO do próprio Santos Futebol Clube, com atuação no futebol e no marketing. O Santos continua organizado como associação, conforme seu estatuto. Teixeira segue na presidência. Nem o pai nem o filho compraram o clube. 

O que há de inusitado na Vila Belmiro é que o pai de um jogador da equipe passou a ocupar um cargo executivo com influência sobre o futebol em que o filho atua. E há um detalhe que dá a medida dessa relação. Em agosto, o Santos renegociou uma dívida de direitos de imagem de Neymar com a NR Sports, com pagamento previsto em até 80 meses. Agora, a mesma empresa que tem dinheiro a receber do clube ajudou a pôr em dia os pagamentos aos companheiros de Neymar. 

Na linguagem da arquibancada, Neymar até pode ganhar o apelido de “dono do time”. O que a família conquistou de fato foi influência para além do campo. O filho veste a 10, o pai participa da gestão do futebol e a empresa da família entrou com parte do dinheiro da folha. É essa combinação que torna o caso do Santos incomum. A apuração não permite cravar que seja inédita no futebol brasileiro ou mundial. 

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