Menu
Futebol ETC
Futebol ETC

Na Libertadores, o Palmeiras fez o extraordinário parecer normal

Agora, fica a torcida por outra final contra o Flamengo. O rubro-negro ainda precisa passar pelo Estudiantes nesta quinta-feira

Marcondes Brito

22/10/2026 5h57

screenshot

screenshot

O Palmeiras está em outra final de Libertadores. A notícia se repete tanto que corre o risco de perder o tamanho que tem. Parece simples, quase uma obrigação. Mas chegar a quatro decisões em sete edições da principal competição sul-americana é uma demonstração impressionante de força. O time de Abel Ferreira acostumou seu torcedor a frequentar um lugar que a maioria dos clubes passa décadas tentando alcançar.

A classificação diante do Fluminense veio com sofrimento, derrota por 1 a 0 e vitória nos pênaltis. Esse aperto até ajuda a explicar o tamanho da conquista: regularidade não significa facilidade. Significa conseguir atravessar dificuldades e continuar chegando. O Palmeiras pode jogar mal, sofrer, ser questionado. Ainda assim, encontra caminhos para disputar o título. Há muito poderio técnico e capacidade competitiva nessa repetição.

Agora, fica a torcida por outra final entre Palmeiras e Flamengo. O rubro-negro ainda precisa passar pelo Estudiantes nesta quinta-feira, mas também se habituou a disputar as grandes decisões do continente. Um novo encontro entre os dois reforçaria a supremacia brasileira e, sobretudo, a capacidade dessas equipes de sustentar o protagonismo. Chegar uma vez é uma conquista. Voltar tantas vezes é estabelecer um padrão.

Na Sul-Americana, o Atlético-MG merece aplauso semelhante, respeitada a diferença de patamar entre as competições. Perdeu por 2 a 0 para o Montevideo City Torque, mas avançou pela vantagem no placar agregado e disputará sua segunda final consecutiva. Claro que o atleticano preferia estar na Libertadores. A Sul-Americana funciona, em prestígio, como uma espécie de Série B continental. Isso, porém, não transforma uma vaga na decisão em prêmio desprezível. Nem torna simples repetir a dose.

Basta olhar para o adversário: o Boca Juniors, dono de seis Libertadores, conquistadas em 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007. Nenhum brasileiro tem tantas. Pois esse gigante, que atravessa anos difíceis e está fora da principal competição continental, tem motivos de sobra para celebrar a classificação sobre o Vasco. Sua história não diminui a importância da oportunidade presente. Para quem tenta recuperar protagonismo, uma final é um passo que merece reconhecimento.

Palmeiras, Atlético e Boca chegam à decisão com histórias e expectativas diferentes. Todos têm o que comemorar. O torcedor pode cobrar futebol melhor, exigir títulos e lamentar oportunidades perdidas. Só não deveria permitir que a frequência das conquistas apague o valor delas. Quando um clube faz o extraordinário parecer normal, o mérito aumenta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado