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“Globo lixo”, não! Acordo bilionário com os clubes comprova que o certo seria chamar de “Globo luxo”

Emissora, que faturou mais de R$ 15 bilhões no ano passado, dá uma demonstração de força e fecha acordo com os clubes até 2029

Marcondes Brito

12/03/2024 6h48

Reprodução

O Corinthians está fora, mas a Globo está festejando acordo fechado com a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) para exibição dos jogos dos clubes que pertencem ao grupo nas edições de 2025 a 2029 do Brasileirão. O contrato prevê transmissão com exclusividade nas diferentes plataformas da empresa das partidas como mandantes de Atlético-MG, Bahia, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo, Vitória e outras equipes que possam aderir à Libra no futuro.

O diretor de Direitos Esportivos da Globo, Fernando Manuel, e o CEO da Libra, Silvio Matos, explicaram os entendimentos com os clubes, sem fechar as portas para futuros integrantes desse grupo – especialmente o Corinthians, que integrava o bloco até pouco tempo, mas saiu após os investidores da Liga Forte Futebol (LFF) apresentarem uma proposta indicando que seria mais vantajoso não fechar com a Libra.

Paralelamente, o Corinthians se reuniu com o Grupo Silvio Santos, a fim de saber qual a disponibilidade em negociar separadamente os direitos de TV do Brasileirão para o SBT. Acredita-se que essa negociação pode evoluir. A conferir.

 Enquanto isso, o acordo da Globo com a Libra envolve TV aberta e fechada, além dos serviços em streaming pay-per-view. O contrato de cinco anos prevê o pagamento de R$ 6 bilhões aos clubes. A Globo vai dividir os valores dos direitos de transmissão da seguinte maneira: 40% de forma igualitária a todos os participantes, 30% por performance, e 30% por audiência gerada.

E como a Globo – com o saldo bancário nas alturas – não está preocupada com grana, surgiu outra oportunidade. O contrato entre Brax e CBF para direitos do Brasileiro da Série B foi rescindido já para a edição de 2024. Com isso, a competição está com os seus direitos em aberto. A Globo está interessada na aquisição, então, a transmissão deve sair da Band. Dinheiro não é problema.

“Globo luxo”

Para quem está acostumado a ouvir boa parte da população tratar a Globo como “Globo lixo”, uma notícia impactante que foi publicada esta semana pelo jornal Valor Econômico, dá conta que a emissora do “plim plim” voltou a ter uma arrecadação em um patamar que só conseguia antes da pandemia de Covid, em 2019. Em 2023, a Globo alcançou o extraordinário faturamento de R$ 15,16 bilhões. Ou seja, está mais para “Globo luxo” do que para “lixo”.

Este ano, as perspectivas seguem bem otimistas. Antes de completar o trimestre, a Globo já conseguiu arrecadação de R$ 3,1 bilhões com pacotes comerciais. Dois deles são fundamentais para chegar a este valor: a venda de transmissões para o futebol brasileiro e o BBB 24.

E tem mais um detalhe que talvez seja do interesse público: segundo dados do Portal das Transparência, do faturamento de R$ 15,16 bi em 2023, a participação de verba de governo representa menos de 1% para a Globo.

Ou seja, as pessoas que falam em “Globo lixo” são as mesmas que insinuam que a Globo vive de “mamatas” das verbas publicitárias federais. Parece mais do que evidente que essas pessoas são, no mínimo, mal informadas.

A coluna Futebol Etc na edição impressa do Jornal de Brasília, nesta terça-feira (12/3)

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