Muitos brasileiros que vão votar neste domingo (4/10) sequer eram nascidos quando o Brasil disputou sua última final de Copa do Mundo. Foi em 2002: a seleção venceu a Alemanha e conquistou o pentacampeonato. Um daqueles momentos em que o país para, prende a respiração e torce pelo mesmo resultado.
Quem viveu aquela conquista sabe a falta que faz uma alegria assim. A camisa na rua, a família reunida, o abraço depois do gol. Tomara que possamos repetir essa festa. Mas hoje, 4 de outubro, está em jogo algo muitas vezes mais importante para o brasileiro do que uma final de Copa.
A diferença começa pelo nosso papel. Naquela decisão em que Ronaldo Fenômeno fez dois gols,, torcemos por quem estava em campo. Nesta, nós também jogamos. Cada eleitor participa do resultado e ajuda a escolher quem terá poder para tomar decisões que chegarão à sua casa, ao seu trabalho e à vida de sua família.
Não estou defendendo um lado ou outro. Estou defendendo a responsabilidade da escolha. Podemos discordar sobre candidatos, partidos e caminhos para o país. A democracia existe justamente para que essas diferenças tenham voz e sejam resolvidas pelo voto.
Uma vitória no futebol pode nos dar uma felicidade inesquecível. Uma escolha nas urnas influencia a qualidade da escola, o atendimento no hospital, a segurança nas ruas e as oportunidades de emprego. Seus efeitos continuam muito depois da comemoração dos vencedores.
Por isso, o voto merece mais do que o impulso de uma torcida. Não existe eleitor capaz de prever tudo, nem candidato que deva receber um cheque em branco. Escolher com consciência é fazer o melhor julgamento possível e continuar acompanhando, cobrando e fiscalizando depois.
Em 2002, onze brasileiros começaram a final representando milhões. Hoje, milhões de brasileiros entram em campo para decidir o próprio futuro. É por isso que este domingo vale tanto. O apito final da eleição encerra a votação. As consequências da nossa escolha seguem conosco.