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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Uma federação que mexe com o Distrito Federal

As pesquisas mostram a vice-governadora Celina Leão, do PP, e a senadora Damares Alves, dos Republicanos à frente na corrida para o Buriti

Eduardo Brito

11/04/2024 19h04

Reprodução

Aceleraram nesta semana as conversas entre uma federação partidária que, se concretizada, mexerá profundamente na sucessão brasiliense e, por isso mesmo, começa a ter discussões mais sérias na capital.

Uniria o PP ao Republicanos e já está em gestação desde o início do ano. De início, deveria centrar-se no União Brasil que, com 58 deputados federais, é a maior das três legendas, mas a conflagração interna praticamente inviabilizou as conversas.

A verdade é que o União Brasil é visto, hoje, como incerto e não confiável. Já entre PP e Republicanos o entendimento se tornou muito mais viável.

O problema está menos nas eleições municipais, pois as coligações já se estruturam, e mais na sucessão da Câmara dos Deputados, em que o presidente Arthur Lira, que deixa o cargo, é do PP, e seu vice Marcos Pereira, é do Republicanos.

Isso, aliás, ainda não significa que eles estão do mesmo lado na jogada. De qualquer forma, se essa federação sair, somará 92 deputados, ficando logo abaixo do PL, o maior com 95. E ficaria ainda bem acima da federação encabeçada pelo PT, a única realmente fiel ao Planalto, que reúne 81 deputados. Mas a unidade da Federação mais afetada pela jogada é o Distrito Federal.

Quem está na jogada

O que mexe com os brasilienses é que, por incipientes que ainda sejam as pesquisas, todas mostram a vice-governadora Celina Leão, do PP, e a senadora Damares Alves, dos Republicanos à frente na corrida para o Buriti.

Cada uma delas tem mais que o dobro das intenções de voto de eventuais terceiros colocados. Ao longo dos dois últimos anos, em especial após terem trabalhado juntas pela reeleição do então presidente Jair Bolsonaro, as duas reafirmam sua intenção de ficarem juntas na sucessão brasiliense, o que costuma ser referendado também pela aliada Michelle Bolsonaro.

Mas, a dois anos e meio da eleição inexistem certezas de cumprimento de qualquer compromisso. Se ratificada a federação entre PP e Republicanos, porém, estarão forçadas a partilhar o mesmo barco, salvo hipótese de uma delas deixar a nova agremiação. Houve uma mostra disso no próprio Distrito Federal quando a federação PSDB-Cidadania fez valer estatutos que favoreciam os tucanos e, mesmo sendo presidente regional da legenda, Paula Belmonte foi forçada a ceder a cabeça de chapa ao senador Izalci Lucas.

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