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Rollemberg testa produtos da Amazônia

Escolado, Rollemberg saiu pela tangente na briga pelo desenvolvimento regional, afirmando que “com os estímulos certos será possível superar os desafios naturais da região”

Por Eduardo Brito 30/11/2023 8h26
Rollemberg Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em meio à polêmica aberta pela ministra Marina Silva na Amazônia, ao dizer que é contra a recuperação da BR-319, única ligação entre Manaus e o resto do Brasil, o ex-governador Rodrigo Rollemberg foi designado para, como secretário de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, representar o governo federal na abertura da ExpoAmazônia, em Manaus.

O evento estimulará os vetores econômicos da bioeconomia e da tecnologia da informação e comunicação. Escolado, Rollemberg saiu pela tangente na briga pelo desenvolvimento regional, afirmando que “com os estímulos certos será possível superar os desafios naturais da região”.

Rollemberg aproveitou a viagem para visitar o pavilhão de exposições e vi parte dos trabalhos realizados pelo povo da Amazônia, examinando artesanatos com insumos tradicionais e especiarias regionais.

Só para passear de carro

Ao comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a ação das ONGs, Marina foi questionada pelo senador Plínio Valério, que lhe perguntou se vale a pena sacrificar a população da Amazônia em troca da defesa dos interesses das ONGs, citando o caso de centenas de mortes em função do atraso da chegada de oxigênio em Manaus durante a pandemia, porque a BR-319 estava intransitável.

Marina Silva bate boca com o senador Plínio Valério. Crédito Marcos Oliveira/Agência Senado

A recuperação da rodovia, que liga o Amazonas ao restante do Brasil, depende de autorização do Ibama, subordinado a Marina. Arrogante, a ministra respondeu que, se não atender a exigências praticamente impossíveis de cumprir, “a estrada não será refeita para o povo passear de carro”. A frase revoltou o Amazonas.

Outro senador, o governista Omar Aziz, foi à tribuna para dizer que “quem passeia com recursos públicos pelo mundo afora, vendendo aquilo que não entrega, não é o amazonense, mas a própria Marina Silva”. E acrescentou que “a população da Amazônia é quem precisa da estrada, não para passear, mas para buscar remédio, comida, levar equipamentos, transportar a produção da Zona Franca”.

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