Quase todos os senadores e deputados federais brasilienses participaram da reunião desta quinta-feira, 14, no Palácio do Buriti, com o governador Ibaneis Rocha e com a vice Celina Leão, além de secretários do governo. Só para lembrar, o encontro serviu para discutir a queda de arrecadação com tributos e a busca por medidas para recompor os cofres públicos, entre elas o aproveitamento de emendas parlamentares.
Quem participou registrou o clima de entendimento. Parecia até que todos pertenciam ao mesmo partido, registrou um secretário. Oposicionista, a senadora Leila Barros sentou-se ao lado do governador.
Reginaldo Veras também estava lá. Não apareceu o senador Izalci Lucas, que mantém hoje boas relações com Ibaneis, mas estava na CPMI do Congresso, que ouviria um general convocado por ele. Também faltou a senadora Damares Alves, que não costuma participar de encontros com o Buriti – ficou de fora, inclusive, da maioria das reuniões para salvar o Fundo Constitucional, que uniu todo os demais – e alegou que precisava participar da CPMI do Congresso.
A petista Érika Kokay, que participou do esforço pelo Fundo, desta vez não esteve lá. Ela presidiria parte da sessão da Câmara dos Deputados.
Mas deu um jeito de ir à tribuna para garantir que se estuda a devolução de parcela do ICMS que foi retirado dos Estados e Municípios, o que deveria garantir “em cálculo grosseiro, mais R$ 390 milhões para o Distrito Federal. Aí, partiu para o ataque.
Disse que o governador Ibaneis alega que não tem dinheiro para cumprir promessa de gratificação da carreira assistência à educação. Cobrou: “e esses R$ 390 milhões?” . O
O detalhe é que ninguém sabe quando esse dinheiro virá, ou mesmo se efetivamente virá, e muito menos o que é o tal “cálculo grosseiro”.