Chegou à seção brasiliense do PT o esforço governista para colar no governo Bolsonaro, sempre ele, os escândalos que viraram tema eleitoral, casos do Master do hoje preso Vorcaro e dos descontos fraudulentos do INSS.
Candidata ao Senado, a deputada petista Érika Kokay (foto) assegurou que a CPI do INSS encontrou, no celular de Vorcaro, contatos de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. O mesmo Vorcaro que colocou R$ 3 milhões na campanha de Bolsonaro, cedeu jatinho e tem relações fraudulentas no Distrito Federal.
“O bolsonarismo está no centro desse escândalo”, disse Érika, evitando, evidentemente, mencionar que a escalada do Master começou com uma operação feita pelo atual chefe da Casa Civil, Rui Costa, quando governador petista da Bahia, ao transferir um serviço de mercado e de crédito consignado para Augusto Lima, braço direito de Vorcaro e hoje marido de Flávia Peres, ex-Flávia Arruda.
Também o ex-deputado Geraldo Magela, em campanha para retornar à Câmara dos Deputados, foi à internet acusar que os dois esquemas de desvios bilionários, os mesmos Master e INSS, “nasceram, cresceram e se consolidaram no governo Bolsonaro”.
Érika e Magela se integram, assim, ao esforço da bancada governista na CPMI do INSS, que joga com todo o empenho desvincular os dois esquemas do governo Lula e do próprio Supremo Tribunal Federal, para colocar toda a responsabilidade no governo anterior.