Restando dez dias para as eleições, a direção do Podemos no Distrito Federal concentrou sua campanha na eleição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis ao Senado. Fora isso, só há empenho na eleição de seus candidatos a deputado federal e a distrital.
O Podemos chegou a lançar candidatura própria ao Senado — seria seu presidente regional, Cristian Viana —, mas entendeu que a divisão prejudicaria a eleição de candidatos de centro-direita. Decidiu, então, apoiar as candidaturas do PL, levando tempo de televisão e votos para consolidar os nomes de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, inclusive ao integrar a chapa, com Cristian passando para a segunda suplência.
O desafio do Podemos é o da maior parte das legendas brasilienses: superar o quociente eleitoral, indispensável para ter bancada, com nominatas que deixam a desejar. Para deputado federal, por exemplo, o Podemos conta com a ex-primeira-dama Mayara Noronha, o dirigente partidário Luiz França e fica por aí.
Investiu nesses nomes. Mayara recebeu R$ 500 mil do fundo partidário e aplicou mais R$ 250 em doações; França teve R$ 2 milhões do partido. Fora isso, só alguns candidatos crônicos, daqueles que concorrem a cada quatro anos sem nada conseguir. O problema é chegar aos 230 mil votos do quociente.
Para distrital, o Podemos conta com o distrital Robério Negreiros (foto), no quarto mandato, e com a ex-secretária Ana Paula Marra, ligada a Mayara, além do coronel Michello, que aposta na Polícia Militar, e do evangélico Natal Furucho.