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Do Alto da Torre

Perspectiva sombria

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Não adianta dourar a pílula. A situação política e econômica do Distrito Federal e do Brasil ainda é sombria. Os sinais de melhora são pontuais e ainda estão distantes de consolidar uma retomada do crescimento. Esta foi a conclusão do debate “Economia do Distrito Federal – Realidades e Perspectivas”, promovido ontem pela Fecomércio, com lideranças do setor produtivo brasiliense.

Ausências

Nos últimos 15 meses, 3,6 mil lojas fecharam as portas no DF. Na análise do presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, o desânimo do setor produtivo já não nasce da crise em si, mas sim da falta ações e sinais concretos do gestores, no DF, estados e no Governo Federal.

Desconfiança

“Ainda há muito indefinição. A melhora da confiança ainda não é perene”, justificou. E confiança é a palavra chave para que investidores locais e nacionais e estrangeiros retomem projetos no mercado brasileiro.

Chagas

Do ponto de vista do empresariado as chagas brasileiras (ainda) são: a proporção paquidérmica do estado, a falta de foco do poder público, a burocracia, um sistema tributário obtuso, baixo investimento e ausência de programas de desenvolvimento econômico. “Os governantes deveriam ser qualificados”, desabafou Santana.

Pé na porta

O deputado distrital Israel Batista (PV) oficializou a candidatura para presidência da Câmara Distrital. Nesta semana, as sessões na Casa foram esvaziadas pela Olimpíada. Mesmo assim o parlamentar entrou de sola na disputa. Pouco importou o plenário vazio. Batista lançou-se na corrida. É pé na porta, damas e cavalheiros.

Novo líder

O Bloco Sustentabilidade de Trabalho passará a ser liderado pelo deputado Reginaldo Veras (PDT).

Centro

O deputado federal Rôney Nemer (PP-DF) não se classifica como um parlamentar de direita. “Sou centro. Defendo a família. Sou contra armas e drogas e a favor do emprego”, afirmou.

Justa paternidade

Justiça seja feita. O problemático PLP 257 nasceu do governo PT. As propostas de cortes e fatiamentos dos direitos dos servidores nasceram da caneta do ex-ministro da Fazenda Nélson Barbosa, durante a gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. A maldade tem família registrada. Se a criança está causando confusão, os pais devem assumir a responsabilidade.


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