Em depoimento à CPI das ONGs a chefe da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, confirmou uma prática: o rodízio de fundadores ou dirigentes das principais Organizações não governamentais do país em cargos de ministérios e órgãos federais formuladores de política ambiental ou gestores de recursos repassados a essas ONGs.
Ex-dirigente da ONG Instituto Clima e Sociedade (ICS), que faturou em oito anos R$ 358 milhões para estudos sobre preservação ambiental em todo o País, Ana Toni não explicou porque deixou um salário de cerca de R$ 60 mil no emprego anterior para ter um rendimento mensal de apenas R$ 17.839 como braço direito da ministra Marina Silva no MMA.
Ana Toni acumula o cargo de secretária do Clima com o de conselheira da IPAM, ONG que recebeu mais de R$ 20 milhões do Fundo Amazonas, gerido pelo BNDES.
O presidente da CPI, o senador Plínio Valério, fez questão de registrar que, em todos os depoimentos prestados por dirigentes de ONGs à comissão, mostrou-se esse relacionamento, que chamou de promíscuo, entre os dirigentes de ONGs e ministérios de suas áreas de interesse.