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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Nova campanha, agora em favor dos desenhos bíblicos

Estéfane Sampaio critica portaria do Ministério da Justiça e cobra a retomada da classificação livre para produções bíblicas infantis

Eduardo Brito

03/11/2026 19h03

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Estefane Sampaio crédito Arquivo Pessoal

Distrital eleita com a maior votação feminina, Estéfane Sampaio (foto) nem assumiu ainda e já está em campanha. Exige a revogação da portaria do Ministério da Justiça que, segundo ela, proibiu a exibição de desenhos bíblicos infantis pela TV Record.

“Eu tenho 26 anos e cresci vendo esses desenhos, inclusive com a aprovação da minha família, e isso só fez bem. Por que um desenho bíblico, com ensinamentos religiosos, faria mal a uma criança?”, questiona a distrital eleita.

Enquanto isso, desfiles de escolas de samba, cheios de gente seminua e de referências sexuais explícitas, podem ser exibidos a qualquer hora, diante das crianças. Pior, argumenta Estéfane, é que esse mesmo governo — claro, ela se refere ao governo federal, que identifica sob influência da esquerda — permite que se ensine ideologia de gênero nas escolas a crianças de seis anos.

“Qual é a lógica de se impedir que alguém dessa idade assista a um desenho bíblico, mas se ensine a ela que pode decidir entre ser menina, menino ou menine?”, cobra.

Ela registra também deturpação de ideias bíblicas, reproduzindo imagem de alguém ensinando que “Cristo foi morto da mesma forma que Marielle”. Mas Estéfane tem uma tese para explicar isso.

Segundo a distrital eleita, a verdadeira razão de tanto incômodo da esquerda com a formação bíblica é que a família representa a maior barreira entre a criança e o Estado, ou o ensino das mensagens que interessam a uma concepção de Estado. “Em resumo, é tudo um projeto de poder”, avisa.

O que diz a portaria

O alvo de Estéfane Sampaio é a Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026, em que o Ministério da Justiça retirou a classificação indicativa livre — que até então sempre existiu — para os desenhos bíblicos exibidos pela Record, recomendando-os apenas para maiores de 12 anos.

Adicionalmente, recomendou sua exibição apenas em horário noturno, a partir das 20h, e não mais no período matinal, o que, na prática, inviabiliza seu acesso pelo público infantil. Ao mesmo tempo, o Ministério manteve a classificação livre para desenhos que promovem a cultura LGBT no mundo infantojuvenil.

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