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Do Alto da Torre

Na boca do sapo

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Foi animadíssimo o casamento de João Ribeiro e Bruna Fraga, filha do deputado federal Alberto Fraga, que se estendeu até a madrugada de ontem. Teve de tudo, as melhores champanhes, uísque corretíssimo, comidas finas e a presença de caciques políticos de peso. Estavam lá a cúpula do PFL, como o senador Ronaldo Caiado e o deputado Ônix Lorenzoni, o presidente do PMDB local, Tadeu Filippelli, e o ex-governador José Roberto Arruda. Só não havia uma coisa. Comentários favoráveis ao governador Rodrigo Rollemberg.

Crise no DF: Movimentos federais

A bancada federal brasiliense fará uma reunião para debater as o maremoto de crises no Distrito Federal. “Estou vendo tudo o que está acontecendo com muito apreensão. Acho que algumas coisas estão interligadas. Vou propor nesta semana uma reunião para falarmos sobre estes assuntos”, contou o coordenador da bancada, deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF).

Agenda quente

Além das denúncias de um suposto esquema de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Legislativa, os parlamentares federais discutirão um possível pedido de impeachment do governador Rodrigo Rollemberg, cálculos do Fundo Constitucional do DF e as recentes operações de derrubada promovidas pelo GDF.

Afastamento em gestação

“Pretendo pedir o impeachment do governador, em virtude de todos estes escândalos. Estou correndo atrás de documentos junto ao Tribunal de Contas do DF. Se minhas suspeitas forem confirmadas, vou entrar com o processo. Um governo tão escandaloso não pode ficar impune”, dispara o deputado federal Alberto Fraga (DEM).

PT e PMDB com a caneta

No meio da hecatombe detonada pelas gravações de Liliane Roriz (PTB), é curioso observar a composição de pontos-chave dentro da Câmara. Quem tem a presidência da CPI da Saúde? PMDB. Qual partido controla a Corregedoria? PMDB. A presidência da Comissão de Ética da Casa está em quais mãos? PT. Canetas decisivas, em tempos incertos.

Cassação acelerada

O processo de cassação da deputada Liliane Roriz está praticamente pronto dentro da procuradoria da Casa. Depois da ferida profunda causada pelos áudios comprometedores feitos pela deputada, a Mesa Diretora planeja definir o futuro de Liliane sem um minuto de demora.

Rugido

A exoneração da equipe de trabalho da vice-presidência da Câmara não é novidade. Até a semana passada, o espaço era ocupado pelo grupo de Liliane Roriz. O que pouca gente sabe é a forma como se deu o anúncio. A presidente da Casa, e principal alvo das denúncias de Liliane, Celina Leão (PPS) entrou de supetão na sala e literalmente rugiu. Cardíacos despreparados teriam tido certamente um infarto. A parlamentar fez valer o sobrenome.

Reza

Na última sexta-feira, corredores e salas da Câmara foram tomados de assalto por um pelotão de pessoas, algumas delas com roupas e posturas de pastores. Pois bem, a tropa passou de andar e andar fazendo longas orações. Considerando os últimos acontecimentos, estava claro que eles estavam querendo exorcizar alguns capetas da Casa. Coincidência ou não, na semana passada, correu pelas redes sociais uma gravação na qual se dizia que um demônio de primeiro escalão estava se levantando contra Celina Leão.

Suposta conversa

Corre a boca pequena que o governador Rodrigo Rollemberg teria tido uma reunião reservada com Liliane Roriz, poucos dias antes da explosão do escândalo dos áudios, feitos pela distrital. Foi uma conversa sigilosa, daquelas que não ficam registradas em agendas.

Definindo o coro

O Bloco Trabalho e Sustentabilidade fará uma reunião decisiva na tarde desta segunda-feira. O grupo definirá se defende ou não o afastamento da atual Mesa Diretora da Casa. A princípio, os parlamentares iriam tomar uma posição na semana passada. Mas preferiram ouvir as respectivas base eleitorais e os desdobramentos da crise envolvendo a cúpula do Legislativo. Mas hoje o martelo será batido. Lembrando: O PT já fechou questão pelo afastamento dos distritais citados, na investigação em curso no Ministério Público.

R$ 50 milhões em cartas de crédito

A Terracap planeja investir R$ 50 milhões em cartas de crédito imobiliário pelo programa Habita Brasília em 2017. Para permitir que o maior numero de famílias tenha acesso à imóveis dentro do programa Minha Casa Minha Vida, a agência pública irá oferecer cartas de crédito para a compra de imóveis. Na compra de uma unidade, o cidadão pagará parte da unidade com este documento para a construtura. Na sequência, a empresa poderá usar a carta para quitar até 30% do valor de novos lotes com a Terracap, dentro do Minha Casa Minha Vida.

Aquecimento da economia

“Hoje no DF, as construtoras têm dificuldades de colocar empreendimentos dentro do programa porque os imóveis não se enquadram ou a renda da população não se enquadra”, comentou o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo. Dentro deste contexto, as cartas de crédito imobiliário poderão colaborar no aquecimento da economia local. “Quando você dá uma carta de crédito, além do desconto no imóvel, o governo também aumenta a capacidade de compra do cliente. Por exemplo, com a renda que ele financiaria um imóvel de R$ 140 mil, com a mesma ela passa a financiar um de R$ 165 mil”, completou.


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