Em visita, nesta terça-feira, 12, a uma unidade do projeto Dançaterapia, em Santa Maria, o senador brasiliense Izalci Lucas (PL-DF) defendeu a adoção de políticas públicas de Estado que acompanhem o cidadão em todas as fases da vida.
Durante o encontro, que reuniu dezenas de idosos da comunidade, o senador destacou a urgência de melhorar a gestão pública no Distrito Federal, especialmente nas áreas de saúde e educação.
Insistindo em se definir como pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Izalci pontuou que o Estado deve estar presente para atender a população desde o pré-natal até a terceira idade.
“O governo existe para cuidar das pessoas. Isso começa no acompanhamento das gestantes, passa pela primeira infância e chega à juventude, que clama por esporte, cultura e qualificação”, afirmou.
Ao lembrar que o DF possui hoje mais idosos do que crianças, Izalci elogiou iniciativas para valorizar a terceira idade.
Sem plano B
Embora não conte com a estrutura de seu partido, o PL, Izalci (foto) avisou, nesta terça-feira, 12, que não pretende abrir mão da candidatura ao Buriti.
Afinal, ele se filiou ao partido com a promessa, feita diante do ex-presidente Jair Bolsonaro, de ser o nome do PL ao Palácio do Buriti.
Deixou o PSDB com esse acordo feito.
Assim, pretende permanecer candidato até as convenções partidárias.
E, reafirmou, não tem um plano B.
Afinal de contas, Izalci diz que conta com pesquisas que o colocam entre os três mais citados pelos eleitores.
Não pretende abrir mão dessa margem.
Izalci sabe que conta com a oposição ostensiva da presidente regional do partido, a deputada Bia Kicis, que diz ter o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem faz dobradinha para o Senado.
A própria Bia, porém, tem recebido recados de que seria aconselhável promover algum tipo de negociação.
Afinal, a puxadora de votos para o PL na eleição passada foi a própria Bia que, concorrendo para o Senado, não terá como desempenhar esse papel.
Os candidatos mais fortes do PL à Câmara dos Deputados são Alberto Fraga, que tenta a reeleição, e Thiago Manzoni, endossado pela própria Bia.
Izalci pode aí servir como uma espécie de coringa, pois é conhecido do eleitorado.
Mas tudo depende de muita negociação e, até agora, Bia Kicis não fez um aceno sequer.
Entre os próprios aliados de Bia, o sentimento é de que a parlamentar “exagerou na dose” ao adotar uma postura tão veemente contra o senador.
O episódio gerou um desgaste inesperado perante o eleitorado bolsonarista, que valoriza a fidelidade demonstrada por Izalci ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente nos momentos de maior pressão política.