Durante mais de uma década, desde que o PT deixou de ter um senador pelo Distrito Federal, a deputada Érika Kokay se recusou a deixar a Câmara dos Deputados por uma aventura majoritária.
Não chegou a ser lançada seriamente para o Buriti, mesmo quando o partido estava sem nomes – caso de 2018 – nem para o Senado, quando havia uma espécie de consenso partidário de que não valia a pena perder uma cadeira certa na Câmara dos Deputados para um risco desnecessário.
Isso durou até este ano, quando Érika consentiu, contando com as boas graças e com o impulso de votos da recandidatura presidencial de Lula.
Com o passar do tempo e com o fortalecimento da dobradinha governamental, com composições como Michelle Bolsonaro-Ibaneis Rocha ou mesmo outras, o clima está se modificando no partido. Voltaram a surgir os petistas que defendem a desistência de Érika para garantir a cadeira na Câmara e até os que propõem que o próprio Lula apele a ela nesse sentido – acreditando que ela própria aceitaria de bom grado esse pedido.
Não adianta, época de eleição é sinônimo de intriga partidária. Não faltam sequer os que acreditam que a candidata preferencial de Lula seria a atual senadora Leila Barros (foto), do PDT, que aparece melhor nas pesquisas – ainda que as pesquisas, a esta altura, possam ser enganosas e apenas reveladoras de recall e não de intenções de voto.
Promessa de imparcialidade
A propósito, a senadora brasiliense Leila Barros denunciou o que chamou de “notícias falsas que circularam nas redes sociais sobre sua atuação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS”.
Segundo ela, publicações afirmavam que a parlamentar estaria atuando para proteger o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, em prejuízo aos aposentados. Leila classificou as acusações como uma tentativa de distorcer sua atuação e comprometer o trabalho da comissão.
Segundo ela, a prioridade é assegurar que os segurados prejudicados tenham seus direitos respeitados. “A CPMI do INSS é lugar de gente séria, no entanto, alguns parlamentares estão tentando reduzir a importância desse colegiado a uma disputa partidária, o que é lamentável. A busca pela verdade e o ressarcimento dos prejudicados deveriam ser o objetivo principal dos membros da Comissão”, afirmou.