Até que o deputado brasiliense Alberto Fraga, bolsonarista assumido, hesitou em fazer cobranças públicas à Justiça Eleitoral. Acredita que “o PT dirá que é chororô, é mi-mi-mi”. Mas Fraga não resistiu e, nesta quarta-feira, 4, dirigiu cobranças à Justiça Eleitoral por achar que “algumas coisas precisam ser ditas e relembradas para o povo brasileiro”.
Lembrou que, em 2014, na apuração das eleições, “Dilma vinha perdendo. Houve um apagão nas urnas. Quando voltou, vimos que Aécio tinha perdido a eleição”. Mais tarde, “com Bolsonaro, foi a mesma coisa. Sempre há um apagão, mas, na eleição de agora, eles inventaram a prorrogação, já que o apagão ia ficar muito na cara”.
Ficam, portanto, “algumas perguntas que eu gostaria que o TSE respondesse”. Segundo ele, a campanha de Flávio fez um levantamento em 1.158 seções e constatou que, nelas, os votos de Flávio Bolsonaro foram ridículos: ele teve zero voto em 106 seções; um voto em 125 seções; dois votos em 163 seções; quatro votos em 263 seções; e cinco votos em 257 seções.
“Como é que se explica isso? Quando nós sabemos que o País está praticamente dividido, com quase 60 e poucos milhões de votos, como é que pode haver urna sem um voto do Flávio?”
A partir daí, cita outros números. Diz que, na cidade alagoana de Nossa Senhora da Glória, residem 3.053 habitantes, mas houve 4.615 votos na urna. Em outra cidade, Porto de Pedras, há 6.122 habitantes, mas houve 8.090 votos na urna.
Vem daí a cobrança ao Tribunal Superior Eleitoral: por que ninguém responde a isso? Fraga frisou que aceita o resultado das eleições. Mesmo assim, assegura: “eu sei que fui roubado, mas não tenho como provar”.