O presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, revelou nesta quinta-feira, 29, o motivo de não ter assumido o GDF na primeira viagem de Celina Leão depois de reeleita governadora. “Também estou viajando”, resumiu.
O presidente afirmou que estuda, com Celina, alguns atos que deverá apresentar no período em que estiver no comando do Buriti. “É um momento importante e devemos fazer algo relevante nesta passagem”, disse. A próxima viagem de Celina será ainda em novembro. Como o vice Gustavo Rocha só assume o cargo em janeiro, cabe ao presidente da Câmara substituir a governadora em suas ausências.
Desconfiança de que emenda da reeleição criou climão (foto)
A explicação de Wellington Luiz (foto) foi dada também como forma de eliminar a desconfiança de que Celina estaria contrariada com a aprovação do Projeto de Emenda à Lei Orgânica que trata da reeleição no Legislativo local.
“Tem uma turma torcendo para que exista uma briga nossa. Isso não existe. É fake news. Somos grandes amigos e atuamos em nossas funções com independência, respeito e admiração. Estamos em harmonia”, avisou o distrital.
Só mais tempo para negociar
A verdade é que Celina não se sentiu atingida pela aprovação do texto que admite a recondução da Mesa Diretora. Em campanha, ela não participou da negociação — nem dos atritos — entre bancadas que acabou na aprovação da medida.
Celina não tem restrições à eventual recondução de Wellington Luiz, que ficou a seu lado em momentos difíceis, nem à de outros integrantes da Mesa, assim como considera aceitáveis outras candidaturas já lançadas. Até conversou com Wellington e com outro candidato de sua base, Eduardo Pedrosa, que já lhe havia manifestado disposição de concorrer.
Em campanha, Celina evitou o tema arestoso. Seu problema é outro. O conflito que levou à emenda da reeleição tem origem na própria base da governadora. O PL, arvorando-se na condição de bancada mais numerosa, exigiu espaços que não foram aceitos por outros aliados.
O resultado foi que o MDB, o próprio PP de Celina, a maior parte dos Republicanos e outros governistas acertaram-se com a esquerda em favor da reeleição.
Para a governadora, a questão central não é a escolha de Wellington ou de Pedrosa, mas a possibilidade de esgarçamento de sua base. O problema ultrapassa a distribuição de postos no Legislativo, mas pode, isto sim, rachar a ampla base que os eleitores conferiram aos 14 partidos que apoiaram Celina.