Após meses de agonia, a Câmara Legislativa arquivou formalmente o processo que poderia até custar o mandato do distrital Daniel Donizet.
Concluiu que não havia nenhuma investigação policial contra ele, que nada conformava menções feitas a ele por suposto envolvimento em malfeitos de um assessor e, enfim, que ele tomar as medidas cabíveis ao demitir o faltoso.
Diante disso, a Procuradoria Geral da Câmara emitiu parecer descartando representação feita contra ele. O presidente da Câmara, Wellington Luiz, referendou o parecer, acompanhado pelos demais integrantes da Mesa Diretora, Ricardo Vale, pastor Daniel de Castro, Roosevelt Vilela e Martins Machado. Ponto final.
De onde veio a coisa
A representação contra Donizet foi feita por duas entidades desconhecidas e pedia a cassação de seu mandato pelo que seria seu envolvimento em confusão ocorrida em um motel do Núcleo Bandeirante.
Uma garota de programa acusou o assessor de tê-la agredido durante uma noite e, mais tarde, disse ter ouvido menções ao distrital como estando em outro quarto.
Donizet foi então acusado de omissão pelas duas entidades. Houve até um confronto diante da sede da Câmara, o que levou a acusações de manipulação por parte do suplente de Donizet, o ex-distrital Reginaldo Sardinha.
Na verdade, o que mais complicou foi a ausência de informações sobre inquérito policial. Embora supunha-se que ele existiu, ninguém sabe, ninguém viu.
Concluiu-se agora que não mencionava Donizet. Após o voto da Mesa Diretora, o distrital disse que “a decisão unânime faz justiça à realidade dos fatos, de que ele não tem nenhuma participação nas denúncias apresentadas” e, também, que “seus pares não caíram na rede de mentiras e falácias montadas por opositores políticos interessados em ocupar o seu cargo”.