Menu
Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Cotação para a Comissão de Transportes

Múcio Botelho aparece nas articulações para comandar comissão estratégica na próxima legislatura

Eduardo Brito

21/10/2026 18h57

whatsapp image 2026 10 21 at 17.31.19

Múcio Botelho crédito JORNAL DE BRASÍLIA

Ainda dentro das articulações para a redefinição de cargos na Câmara Legislativa, que assume em janeiro, os distritais novatos são apenas sete, mas participam animadamente das negociações. Nelas, não há ideologia e muito menos controvérsias envolvendo uma campanha em vias de terminar.

O recém-eleito Múcio Botelho (foto), do PSB, conhece a Câmara melhor do que muito veterano: é funcionário concursado do próprio Legislativo local há quase dez anos. Nas negociações para a formação de uma chapa a ser encabeçada por Eduardo Pedrosa, que tem diálogo fácil com a governadora Celina Leão, acredita-se que Múcio pode ficar com a presidência da poderosa Comissão de Transportes e Mobilidade Urbana.

Hoje, ela é presidida por Max Maciel, que lhe deu uma nova e forte visibilidade ao batalhar pelo passe livre — aplicado parcialmente pelo governo, mesmo Max pertencendo ao oposicionista PSOL — e por temas como qualidade do serviço de ônibus, pontualidade e segurança do sistema. Max foi campeão de votos, e esse trabalho contribuiu muito para isso.

Puxador de votos para o PSB

Múcio Botelho teve um papel extremamente importante para seu partido, o PSB, nas eleições brasilienses deste ano. Advogado formado pela UnB, servidor concursado e vocalista da banda Lupa, ele disputou uma eleição pela primeira vez, recebeu 42.769 votos e acabou sendo o sexto mais votado, ajudando, assim, a reeleger uma companheira de bancada, Dayse Amarílio.

Na eleição anterior, Dayse recebeu votação parecida com a deste ano e só se elegeu puxada pela soma dos resultados do partido. Neste ano, o PSB teve resultado pior do que quatro anos atrás. Na chapa para distritais, até o presidente regional do partido recebeu menos votos do que o previsto. O candidato a governador, Ricardo Cappelli, amargou um quinto lugar. Teria sido o sexto se o ex-governador Arruda permanecesse no páreo.

Mas, no plano federal, o PSB brasiliense foi dizimado. O atual deputado Rodrigo Rollemberg, que recebera 55 mil votos, caiu para 33 mil. O também ex-governador Cristovam Buarque, que ganhou sucessivamente três eleições majoritárias e chegou a concorrer à Presidência da República, ficou ainda atrás.

E outras esperanças do partido, como o duas vezes deputado Professor Israel, tiveram desempenho ainda pior. Nem ele nem qualquer outro nome do PSB chegou a 10 mil votos para a Câmara, fazendo com que o partido ficasse aquém do quociente eleitoral e não elegesse ninguém.

Isso significa mais peso e também mais responsabilidade para Múcio.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado