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Do Alto da Torre

Corda bamba

Bastidores dão conta de que o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, pode cair a qualquer momento

Publicado

em

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
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A confusão na Secretaria de Saúde, que já derrubou mais de 40 funcionários, deixou o responsável pela pasta, Osnei Okumoto (foto), na corda bamba. Há um entendimento de que ele pode cair a qualquer momento. O substituto ainda não está definido, mas há a intenção de nomear um servidor da própria secretaria para assumir o posto de maneira interina. O cargo seria ocupado provisoriamente por 30 a 60 dias, até o governador Ibaneis Rocha (MDB) decidir um nome definitivo para a pasta.

Nome cotado

Entre os cotados para assumir a secretaria de forma permanente está o vice-presidente do Sindicato dos Médicos (Sindmedico-DF), Carlos Fernando. O nome agrada ao palácio, mas, para que a nomeação seja confirmada, um antigo ressentimento terá de ser deixado de lado. Ibaneis e o presidente da entidade, Gutemberg Fialho, já se desentenderam no passado. Caso a paz seja selada, o nome tende a ser elogiado no meio político.

No rés do chão

Um morador da Ponte Alta do Gama entrou em contato com a coluna para reclamar que, em meio a tantas obras, o asfaltamento da avenida Buriti no mesmo bairro, que já foi prometida por diversos governos, não sai do papel. Ao longo dos últimos 20 anos, a “pista de chão” tem levado vários distritrais a se aproveitarem politicamente da região. As promessas angariam votos, mas, enquanto o asfalto não chega, a população fica à mercê das autoridades.

Previsível…

Prestes a completar 90 dias em agosto, a Medida Provisória 881/19, que procura assegurar condições de empreendedorismo no país, corre o risco de prescrever, caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional. O instrumento legal simplifica a formalização de inúmeras empresas e estabelece garantias de livre mercado. A MP tem ajudado o Brasil a não cair, ainda mais, nos rankings de liberdade econômica. No do Wall Street Journal, está na 150ª posição.

…mas nem tanto

No DF, o esforço do governo Ibaneis Rocha (MDB/foto) de tentar prestigiar o setor privado pode sofrer abalos. Caso a MP caduque, o Executivo local deve tentar viabilizar, em âmbito local, as medidas que hoje são abrangidas pelo instrumento legal. Só que há pontos que precisariam ser aprovados pela Câmara Legislativa, o que daria um trabalho maior à equipe de comando do Buriti. Para o especialista contábil, Gilberto Freire de Carvelho, os benefícios ao DF são claros. “A MP possibilita a regularização de empresas, a criação de empregos formais e, com isso, incrementa a arrecadação de impostos”, afirmou.

Indicação válida

A intenção do governador Ibaneis Rocha (MDB) de construir o viaduto de acesso ao Recanto das Emas, anunciada no sábado (20), foi comemorada pelo distrital José Gomes. Em abril, o parlamentar enviou uma indicação (nº1135/19) ao Buriti. O atraso burocrático fez com que o pedido formalizado chegasse à mesa do governador pouco antes do anúncio, na quinta-feira (18) passada. A previsão do GDF é que a licitação para a construção da obra ocorra em agosto.

Extinção temerária

A intenção do presidente da República, Jair Bolsonaro, de querer “fechar a Ancine” e entregar suas atribuições à Casa Civil deixou o presidente do Sindicato Nacional das Agências Nacionais de Regulação (Sinagencias) irritado. Alexnaldo Queiroz de Jesus é servidor do órgão ameaçado de ser extinto. Agentes culturais também temem que a medida do chefe de Estado viabilize censura a obras.


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